
Depoimento do Motorista de Haddad Revela Contradições Policiais
Motorista reafirma sua versão sobre abordagem policial, mas imagens contradizem relatos, levantando novas questões sobre segurança em SP.
Reprodução Redes Sociais
Data e Hora Atual: 18/08/2026, 11:06:10
Data de Publicação Original: 18/08/2026, 14:00
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Na manhã de hoje, um novo desdobramento emergiu sobre o depoimento prestado na última segunda-feira (17). O motorista de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, reafirmou sua versão dos acontecimentos. Segundo ele, policiais militares teriam parado em frente ao seu carro e, utilizando uma lanterna, ordenaram que ele deixasse o local onde estava estacionado, em frente a um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. No entanto, investigadores apontam que essa narrativa não coincide com os horários registrados nas câmeras de segurança analisadas.
Esse episódio, que Haddad classificou como uma perseguição, teria ocorrido na noite do dia 11, logo após o motorista deixá-lo em casa. Na manhã seguinte, Haddad compartilhou com jornalistas que havia sido alvo de uma “abordagem fora do padrão” pela PM e que seu motorista, Alessandro Caseri, teria sido seguido por uma viatura policial.
Além disso, a candidata ao Senado também enfrentou uma situação delicada, sendo abordada no centro da cidade. Ela foi afastada de um agressor por membros de sua equipe de campanha.
Conforme noticiado pelo Estadão, uma câmera de segurança capturou o momento em que uma viatura da PM passa ao lado de Haddad enquanto ele entrava em casa. Em outro ângulo, a filmagem do hotel revela Alessandro estacionando o carro e permanecendo no local por cerca de 20 minutos. Durante esse tempo, uma viatura da PM se aproxima e, em seguida, desaparece do campo de visão. A Secretaria de Segurança Pública declarou que as imagens não corroboram a versão apresentada pelo candidato.
Durante seu depoimento, Alessandro confirmou o relato de Haddad e disse que optou por estacionar no hotel, acreditando ser um local seguro. Ele afirmou que, nesse intervalo, policiais já haviam apontado lanternas para o interior de seu carro em duas ocasiões distintas.
O que se destaca é que a abordagem em frente ao hotel pode não ter sido registrada pelas câmeras. O motorista mencionou que, enquanto a viatura da Força Tática passava, um dos policiais teria comentado “olha o carro”. Em seguida, a viatura estacionou à frente de Alessandro, desembarcando e observando o interior do veículo. Um dos PMs teria então dito “vaza”. A gravação indica que o carro de Alessandro deixou o local por volta das 22h26, conforme o horário mostrado.
Após o incidente, o motorista relatou que enviou uma mensagem a um assessor de Haddad, detalhando a situação e expressando que se sentia monitorado. De acordo com informações do site Metrópoles, ele enviou essa mensagem às 22h41, afirmando: “Não quero deixar vocês preocupados e nem quero esticar esse assunto até o chefe, mas fui seguido por uma viatura da PM”.
No depoimento, Alessandro indicou que deixou o local por volta das 23h09. Para a equipe de investigação, esse é um ponto crucial, pois outras câmeras de segurança captaram o carro de Alessandro às 22h34 na Avenida 23.
A situação continua a ser investigada e acompanhada de perto.