Democracia no DF: 2,2 milhões de eleitores em 2026
Entenda a diversidade e as mudanças no eleitorado do Distrito Federal com 2,2 milhões de eleitores registrados até 2026.

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Quando olhamos para os dados sobre raça entre os eleitores do Distrito Federal, percebemos que 49,2% se identificam como pardos, 38% como brancos, 11,7% como pretos, 0,9% como amarelos e 0,2% como indígenas. Esses números revelam a diversidade presente na nossa sociedade.
É interessante notar que o direito ao voto em Brasília não surgiu com a fundação da cidade, em 1960. Por quase três décadas, os prefeitos e governadores da capital eram nomeados pelo presidente da República. Durante esse tempo, a representação no legislativo era inexistente, pois não havia deputados ou senadores para o Distrito Federal. As questões legislativas eram tratadas por comissões do Congresso Nacional.
Com o movimento pela redemocratização do Brasil, a luta pela autonomia política de Brasília começou a ganhar força, resultando na primeira eleição para representantes do DF em 1986. Nesse ano, os cidadãos puderam eleger senadores e deputados federais, que desempenharam um papel crucial na Assembleia Constituinte. Isso culminou na garantia da autonomia política do Distrito Federal, consagrada na Constituição Federal de 1988.
Em 1990, Brasília deu mais um passo importante: ocorreu a primeira eleição para governador e para os 24 deputados distritais, que formaram a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Naquela época, a população da capital era de 1,6 milhão de habitantes, dos quais 893 mil eram eleitores.
Hoje, quase 3 milhões de pessoas habitam a cidade, e mais de 2,2 milhões estão aptas a votar. Comparando com as últimas eleições, em 2022, o eleitorado cresceu 2,3%, totalizando 2.253.132 pessoas preparadas para votar em 2026.
Quando analisamos a faixa etária e o gênero dos eleitores, notamos uma mudança significativa no perfil da população. Em 2026, o número de eleitores com 60 anos ou mais aumentou 24% em relação a 2022, subindo de 370 mil para quase 460 mil. Desses, 55,7% estão na faixa dos 60 a 69 anos, o que significa que ainda votam de forma obrigatória. Esses dados são fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Por outro lado, é preocupante observar que o número de eleitores jovens, especialmente entre 16 e 17 anos, teve uma queda de 38,7%, passando de 31 mil em 2022 para 19 mil em 2026.
Ao considerar a idade e o gênero, o grupo mais numeroso no DF é o das mulheres entre 45 e 49 anos, que somam mais de 134 mil eleitoras. No total, as mulheres representam 54% do eleitorado, enquanto os homens correspondem a 46%.
No que diz respeito à escolaridade, o ensino médio completo é o nível de instrução mais comum (30,7%), seguido pelo ensino superior completo (23,3%).
Um dado relevante é o aumento de 55,4% no número de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida no DF, que subiu de cerca de 16 mil em 2022 para 24,8 mil em 2026. Esse grupo inclui pessoas com limitações permanentes ou temporárias, que precisam de seções eleitorais acessíveis.
Quanto à declaração de cor/raça, essa informação está sendo cada vez mais registrada pelos eleitores. Em 2026, 17% dos cadastrados já haviam declarado sua cor ou raça. Entre eles, 49,2% se identificam como pardos, 38% como brancos, 11,7% como pretos, 0,9% como amarelos e 0,2% como indígenas. A coleta dessa informação começou em novembro de 2022, e o progresso nesse aspecto é um sinal positivo de como estamos avançando na busca por uma representação mais justa e equitativa.


