Déficit Público de R$ 10 Bi e Dívida de 82,9% do PIB em Agosto

Em agosto de 2026, o setor público registrou déficit primário de R$ 10 bilhões, elevando a dívida a 82,9% do PIB, o maior índice desde 2021.

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As contas do setor público consolidado registraram um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto de 2026, conforme anunciado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (30). O déficit primário ocorre quando as receitas de tributos e impostos não cobrem as despesas do governo. Se as receitas superam os gastos, temos um superávit primário. Este resultado não inclui o pagamento dos juros da dívida pública e abrange o governo federal, estados, municípios e empresas estatais. Comparando com agosto do ano passado, houve uma melhora: naquele mês, o saldo negativo foi de R$ 17,3 bilhões. Com esse novo déficit, o endividamento subiu para 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, o que representa um aumento significativo. No total acumulado dos primeiros oito meses de 2026, as contas públicas apresentaram um déficit primário de R$ 88,9 bilhões, ou 1% do PIB, uma piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo negativo foi de R$ 61,8 bilhões (0,74% do PIB). Focando no governo federal, o resultado negativo foi de R$ 97,1 bilhões até agora, comparado a um déficit de R$ 84,6 bilhões registrado nos primeiros oito meses de 2025. Considerando os juros da dívida pública, o déficit nominal em agosto chegou a R$ 116 bilhões. O resultado negativo acumulado em 12 meses até agosto foi de R$ 1,26 trilhão, ou 9,48% do PIB, um número crucial monitorado por agências de classificação de risco, influenciando a nota de crédito dos países. O desempenho mensal das contas, as intervenções do BC no câmbio e a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, impactam o resultado nominal. Segundo o BC, as despesas com juros nominais acumularam R$ 1,18 trilhão (8,86% do PIB) nos doze meses até agosto. Em agosto, a dívida do setor público consolidado aumentou 0,3 ponto percentual, alcançando 82,9% do PIB, equivalente a R$ 11,05 trilhões, o maior nível desde março de 2021. Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida já subiu 11,2 pontos percentuais, principalmente devido ao aumento dos gastos públicos, gerando preocupações sobre a sustentabilidade fiscal a longo prazo.

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