CVM Aceita Acordo e XP Paga R$ 1,485 Mi para Encerrar Processo
CVM aprova compromisso de Guilherme Benchimol e XP, encerrando litígios com pagamento total de R$ 1,485 milhão em meio a irregularidades no mercado financeiro.
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou, nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, que aceitou um termo de compromisso proposto por Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, e pela própria XP. Juntos, eles concordaram em pagar um total de R$ 1,485 milhão. Em outro desdobramento, a CVM também firmou um acordo com Pedro Carvalho de Mello, ex-membro do conselho de administração da Gafisa, que se comprometeu a pagar R$ 1,7 milhão.
Contexto do Caso XP
A situação envolvendo a XP se arrasta desde 2017, quando a corretora divulgou um comunicado informando que um escritório de agentes autônomos, junto com uma gestora de investimentos, ambos dirigidos por Ricardo Barbosa, estavam envolvidos em práticas irregulares que resultaram em um prejuízo de R$ 5 milhões para seus clientes. Esses investimentos malsucedidos foram ocultados em relatórios enviados aos investidores. Após descobrir que 12 clientes haviam sido prejudicados, a XP rescindiu unilateralmente o contrato com o escritório em setembro de 2017.
O relatório da CVM destaca que muitos investidores entrevistados não conseguiam distinguir entre o escritório e a gestora, sugerindo que a falta de entendimento sobre as regras do mercado pode ter facilitado a atuação irregular de Ricardo Barbosa como gestor de suas carteiras. Além disso, a análise técnica da CVM concluiu que a XP falhou em supervisionar a atuação dos agentes autônomos, uma vez que uma parte significativa das operações em nome dos investidores foi realizada por esses agentes, levantando suspeitas sobre a administração das carteiras.
Termo de Compromisso
O termo de compromisso aceito pela CVM inclui o pagamento de R$ 405 mil por Benchimol e R$ 1,080 milhão pela XP. Também está previsto o pagamento, em até dez dias úteis, de R$ 1,2 milhão a uma investidora que denunciou a fraude, sendo essa denúncia a origem de todas as revelações que se sucederam. Por outro lado, a proposta de compromisso de Barbosa foi rejeitada, devido à gravidade associada ao caso.
O escritório envolvido era o Index Capital, e a gestora, a Genus, ambas localizadas no Rio de Janeiro. No que diz respeito ao caso da Gafisa, Pedro Carvalho de Mello enfrentou acusações relacionadas à falta de cuidado e diligência na aprovação do Programa de Recompra de ações da Gafisa S.A. durante uma reunião do Conselho de Administração em 28 de setembro de 2018. Ele também foi acusado de não respeitar, em tese, o estatuto e os interesses da companhia ao aprovar um Programa de Investimento em outras empresas, sem que uma política de investimento estivesse em vigor, em uma reunião do conselho realizada em 26 de dezembro de 2018.
