Curso Fictício para Sargentos: Operação Desmantela Venda Ilegal de Armas

Operação da Desarme e Exército Brasileiro desarticula esquema de cursos falsos para aquisição irregular de armamentos e prende criminosos.

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Curso Fictício para Sargentos: Operação Desmantela Venda Ilegal de Armas
© Nomad_Soul/ AdobeStock

Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Exército Brasileiro, desmantelaram uma operação criminosa que simulava cursos de formação para sargentos da reserva. O objetivo? Falsificar documentos militares e viabilizar a compra irregular de armas de fogo.

Durante essa operação, duas pessoas foram presas, enquanto um terceiro indivíduo ainda está foragido. No total, foram apreendidas cinco pistolas e um fuzil, além de uma quantidade significativa de documentos falsificados.

As investigações revelaram que o grupo organizava cursos preparatórios fraudulentos, com aulas presenciais e aplicação de provas para criar uma fachada de legalidade para os participantes. Assim que concluíam os “cursos”, os envolvidos recebiam carteiras de identidade militar e autorizações de compra de armamentos, todas com assinaturas falsificadas de oficiais do Exército. Esses documentos eram, então, utilizados para adquirir armas em lojas credenciadas.

Além disso, os criminosos também falsificavam os Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), essenciais para a retirada das armas nas lojas. Isso complicava ainda mais o cenário, pois a investigação identificou a compra de cinco armas, avaliadas em cerca de R$ 50 mil, incluindo quatro pistolas calibre .40, uma pistola 9 mm e um fuzil calibre 5,56 mm.

Curiosamente, parte do armamento ainda estava nas lojas quando o esquema foi desmantelado, o que possibilitou impedir que as armas fossem entregues aos compradores.

As apurações tiveram início há dois meses, após a prisão em flagrante de um homem que tentava comprar uma pistola com documentação falsa. A partir desse incidente, os agentes conseguiram rastrear outras compras realizadas com documentos que apresentavam o mesmo padrão de falsificação.

O Exército Brasileiro confirmou que tanto os documentos quanto as autorizações de aquisição de armas eram, de fato, fraudulentos.

Além da primeira prisão em flagrante, outros dois criminosos foram capturados durante a operação. As investigações continuam em busca de identificar os responsáveis pela organização dos cursos, pela produção dos documentos falsificados e por outros possíveis envolvidos.

Ademais, a Justiça do Rio de Janeiro determinou que as cinco armas apreendidas possam ser destinadas ao uso da Polícia Civil, enquanto mandados de prisão temporária foram expedidos para os envolvidos.

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