
CSN (CSNA3) registra alta de 16% com novo CEO da Vale (VALE3)
Mudança na liderança da CSN traz expectativas positivas para investidores e destaca foco em desalavancagem.
Reprodução Redes Sociais
Atualização de 03/09/2026 às 10h32
As ações da CSN (CSNA3) estão em alta no Ibovespa nesta quinta-feira (3), após a empresa anunciar uma mudança significativa na sua liderança. Benjamin Steinbruch, que esteve à frente da presidência por 24 anos, agora assume o comando do Conselho de Administração, enquanto Fabio Schvartsman, anteriormente CEO da Vale (VALE3), assume a presidência executiva.
• Por volta das 10h24, os papéis da CSN estavam em alta de 16,22%, sendo negociados a R$ 6,95.
No cenário internacional, os índices futuros dos EUA mostram um desempenho misto.
• Destaques do noticiário corporativo nesta quinta-feira (3)
Benjamin Steinbruch foi um dos líderes do consórcio que, em 1993, participou da privatização da CSN. Desde então, ele tem sido uma figura central na empresa, que diversificou suas operações para incluir setores como mineração, cimento, logística e energia.
Agora, a troca no comando acontece em um momento crucial, já que a CSN está implementando um programa de venda de ativos com o intuito de reduzir seu endividamento. No último trimestre, a companhia reportou uma dívida líquida de R$ 42,13 bilhões.
A nomeação de Schvartsman como CEO foi vista de forma positiva pelo BTG Pactual. O banco acredita que essa mudança trará um foco renovado em desalavancagem e disciplina de capital, além de uma potencial recuperação da confiança dos investidores.
A XP Investimentos também se mostrou otimista em relação à capacidade da CSN (CSNA3) de superar seu desafio financeiro e cumprir com suas obrigações até 2030, mesmo em meio à pressão na geração de caixa e ao alto endividamento.
Analistas da XP, como Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernando Urbano, observam que os principais geradores de caixa da CSN têm enfrentado dificuldades, especialmente devido à deterioração dos fundamentos do minério de ferro e ao ambiente desafiador da siderurgia. Contudo, uma análise das necessidades financeiras da empresa sugere que um plano de financiamento viável pode ajudar a CSN a navegar por esse período complicado.
A XP estima que a companhia precisará de cerca de R$ 41 bilhões em caixa entre o terceiro trimestre de 2026 e 2030. Esses recursos devem vir de aproximadamente R$ 20 bilhões em refinanciamento de dívidas, R$ 13 bilhões em antecipações de recebíveis de minério de ferro e entre R$ 17 bilhões e R$ 18 bilhões em vendas de ativos.
Para Fabio Schvartsman, a execução desse plano será um desafio central. Embora a XP reconheça o potencial para uma redução gradual da alavancagem e uma perspectiva favorável para as ações, a recomendação permanece neutra, considerando os riscos associados à implementação.
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Quando se trata da CSN Mineração (CMIN3), a XP vê a avaliação como pouco atraente. Os múltiplos atuais refletem expectativas de crescimento de volume, mesmo diante de projeções desafiadoras.