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Crise no STF: Moraes tenta bloquear investigação com falhas processuais
Estratégia da defesa de Moraes visa anular relatório e impedir apuração sobre suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Arte g1
Por meio de uma análise apurada, a equipe de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) está se preparando para levantar questões processuais na sessão agendada para a próxima terça-feira, dia 15. O objetivo dessa estratégia é impedir a investigação que examina a ligação entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
No último sábado, dia 12, o presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou, defendendo que o relatório contra Moraes seja arquivado, alegando irregularidades em sua elaboração.
A Polícia Federal (PF) indica que Moraes esteve envolvido em um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master. Além disso, Vorcaro teria solicitado apoio ao ministro para lidar com investigações e se reuniu com ele em oito ocasiões.
Fachin, que agora relatará as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, também requisitou informações adicionais sobre o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A estratégia da defesa de Moraes, conforme mencionado, prioriza a discussão de “preliminares”, que, se bem-sucedidas, poderiam impedir a abertura de uma investigação. Entre os argumentos que podem ser apresentados está a possível nulidade do relatório elaborado pelo ministro André Mendonça, além da falta de acesso a todo o conteúdo extraído do celular de Vorcaro pela PF.
A Procuradoria-Geral da República, ao se manifestar no STF, sustentou que o relatório de Mendonça deveria ser arquivado por conta de vícios em seu processo de criação. A PGR alega que a elaboração foi feita sem a devida comunicação à Presidência do STF e sem a aprovação do plenário, o que comprometeria sua validade.
Um ponto crucial é que, caso se reconheça uma falha na origem do relatório, o debate sobre a abertura de uma investigação pode nem sequer ocorrer. Isso inclui a discussão sobre a necessidade de acessar as mensagens de Moraes em resposta a Vorcaro.
Durante as investigações, a PF encontrou 52 mensagens trocadas entre 21 de dezembro de 2023 e 17 de novembro de 2025, período em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. O relatório indica que Moraes teve um papel ativo na análise e edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à sua esposa, Viviane Barci.
Ainda segundo a PF, dois dias antes de ser preso, Vorcaro questionou Moraes, através de uma mensagem, se deveria deixar o Brasil. O ex-banqueiro teria, então, solicitado auxílio ao ministro para conter as ações da PF e do Ministério Público Federal contra o banco, conforme indicado no relatório.
Atualizado há menos de 1 hora
O Supremo Tribunal Federal (STF) montou um forte esquema de segurança para a sessão desta terça-feira. O acesso à Praça dos Três Poderes, na área central de Brasília, foi fechado ao público e teve o policiamento reforçado. Além disso, a Corte adotou medidas adicionais de segurança no acesso ao prédio – válidas inclusive para advogados, imprensa, assessores e funcionários.
Atualizado há menos de 1 hora
Durante a sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou evidente uma estratégia nos bastidores: a ala de Alexandre de Moraes busca desviar a crise do foco no ministro, ampliando a discussão para o envolvimento de Daniel Vorcaro com outras figuras dentro do STF. Mensagens recentes mencionam pessoas ligadas a outros ministros, como Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Embora os casos sejam distintos, a intenção do grupo de Moraes é politicamente expandir essa rede, mudando o foco de 'Moraes e Vorcaro' para 'Vorcaro e o Supremo'. Essa abordagem também reflete uma disputa interna maior pela influência e controle das investigações do caso Master. A atuação de André Mendonça tornou-se central na discussão, com divergências sobre a condução das apurações. A votação foi interrompida por um pedido de vista de Flávio Dino, com o placar em 4 a 3, destacando a divisão interna no tribunal. O debate agora se concentra não apenas em Moraes, mas na própria estrutura do Supremo e no comando das investigações ligadas ao caso Master.