Crise entre BRB e Banco Master gera debates acalorados na CLDF
Publicado em 10/02/2026 18h42

A Sessão Ordinária da Câmara Legislativa, realizada na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, foi marcada por intensos debates entre as bancadas do governo e da oposição sobre a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Os deputados oposicionistas enfatizaram a necessidade de uma investigação pela Casa e defenderam a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as denúncias. Em contrapartida, os parlamentares da base do GDF solicitaram cautela, ressaltando a importância de aguardar os desdobramentos da apuração conduzida pela Polícia Federal.
"Não quero passar pano para ninguém, mas crucificar antes do final de uma investigação é muito precipitado", comentou Hermeto (MDB), líder do governo na CLDF. Ele destacou que a Polícia Federal está comprometida em investigar e identificar os responsáveis "sem piedade" e mencionou as ações que o banco está tomando para amenizar a crise.
A oposição, por sua vez, reiterou que a abertura de uma CPI é crucial para esclarecer os fatos. "A maior demonstração de que o governo quer uma investigação seria a bancada assinar o pedido de CPI; vamos os 24 deputados assinar", defendeu Chico Vigilante (PT).
Durante a sessão, a deputada Paula Belmonte (PSDB), que presidiu a recente CPI do Rio Melchior, utilizou seu tempo na tribuna para relembrar os "ganhos" obtidos com o trabalho da comissão, encerrada em dezembro do ano passado. "Conseguimos a não demolição de uma escola na Guariroba que estava ameaçada; a termelétrica não será instalada, e a Caesb está levando água potável para as pessoas, fazendo a encanação", destacou. "Entregamos um relatório muito bom, com várias propostas legislativas. O rio Melchior precisa ser salvo", concluiu.
Ainda nessa mesma sessão, o deputado Gabriel Magno (PT) fez críticas à análise da proposta de ampliação do Brasília Palace Hotel pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac-DF). "O prédio está em capítulo do PPCUB [Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília], para ser avaliado como bem tombado; e é preciso criar um grupo de trabalho do patrimônio antes de autorizar intervenções", argumentou. Ele advertiu que a legislação está sendo desrespeitada. "Estamos entrando com ação no Ministério Público: o governo precisa cumprir a lei", afirmou.
Denise Caputo - Agência CLDF
Há muito mais para explorar sobre este tema.
Atualizado há 216 horas
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF