Crescimento da Energia Solar nos Telhados e Seus Desafios

Crescimento da Energia Solar nos Telhados e Seus Desafios

Entenda como a geração distribuída está transformando a matriz energética do Brasil e os desafios enfrentados pelo sistema elétrico.

•2 min de leitura•Fonte original

Reprodução/Jornal Nacional

Data de publicação original: 29/08/2026, 12:10. O que está acontecendo no Brasil é notável: atualmente, 4,6 milhões de consumidores atuam como micro ou minigeradores de energia, representando cerca de 5% do total de consumidores. Esses indivíduos geram a própria energia em residências, comércios ou propriedades rurais, utilizando painéis solares. Essa nova forma de geração de energia, chamada de geração distribuída, trouxe uma transformação significativa à matriz energética do país. Embora tenha incentivado a expansão das fontes renováveis, como a solar e a eólica, também trouxe desafios para o sistema elétrico, sendo necessário manter o equilíbrio entre a energia produzida e a consumida. As energias renováveis dependem de fatores naturais para sua geração, o que significa que em alguns momentos a produção pode ser maior do que a demanda. Essa intermitência é um desafio, especialmente nos finais de semana, quando a energia gerada pode superar o consumo. Em algumas ocasiões, o sistema elétrico enfrenta um excesso de geração que não consegue ser absorvido. Como a energia não pode ser armazenada em grande escala, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa agir para equilibrar a geração e o consumo, garantindo a segurança do sistema. No último domingo, dia 23, o ONS acionou, pela segunda vez, um mecanismo para lidar com essa situação, orientando as distribuidoras a cortarem cerca de 1 gigawatt (GW) de geração entre 11h e 13h30. Um cenário similar já havia ocorrido em junho, quando esse mesmo recurso foi utilizado pela primeira vez. A expansão da geração distribuída está diretamente ligada aos incentivos oferecidos àqueles que optam por instalar painéis solares. Os consumidores pagam pela energia que consomem, além do custo de transmissão e dos investimentos realizados pelas distribuidoras na rede elétrica. Contudo, quem gera a própria energia não arca com os mesmos custos de distribuição que os demais. O Marco Legal da Geração Distribuída, sancionado em 2022, assegura que esse benefício estará em vigor até 2045 para aqueles que solicitaram o serviço até janeiro de 2023. Já quem aderir após essa data estará sujeito a um novo regime com grupos de transição, dependendo da data de adesão. Gradualmente, os consumidores que injetam energia na rede passaram a ter uma tarifa pela utilização da infraestrutura elétrica. Para Clauber Leite, diretor de Energia Sustentável e Bioeconomia do Instituto E+ Transição Energética, os subsídios têm sido fundamentais para viabilizar essa transição.

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