Cordão do Bola Preta: 107 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro
Bloco é considerado o mais antigo em atividade no país.

Na manhã de 14 de fevereiro de 2026, o centro do Rio de Janeiro foi tomado por foliões vestidos com roupas brancas e bolinhas pretas, celebrando o tradicional desfile do Cordão do Bola Preta. Este ano, o tema escolhido destaca a importância histórica do bloco, que se orgulha de ser o mais antigo em atividade no Brasil: "Bola Preta, DNA do Carnaval".
O desfile seguiu o trajeto habitual, começando na Rua Primeiro de Março e passando pela Avenida Presidente Antônio Carlos. A multidão, composta por cariocas, turistas, famílias, idosos e crianças, se deixou levar pelas marchinhas e pelo hino oficial, "Quem não chora, não mama".
Luana Flor, uma jovem que acaba de se formar em fisioterapia, decidiu celebrar essa nova fase da vida dançando e cantando no bloco. "Não havia lugar melhor para comemorar a minha formatura. Escolhi o Bola Preta porque é um bloco tradicional. Ele carrega a história do Rio e a energia aqui é contagiante", disse ela.
Ela ainda acrescentou, com um sorriso no rosto: "Estou aqui para me divertir, mas se a Paolla Oliveira e a Leandra Leal aparecerem, vou tentar tirar uma foto com as divas também."
A foliã Eliane Silva estava radiante com a possibilidade de encontrar Paolla. Vestida nas cores do bloco, ela segurava um cartaz de mais de um metro pedindo uma foto com a atriz: "Paolla, só mais uma foto comigo? Prometo parar... (na próxima encarnação)." Abaixo da frase, três fotos de carnavais passados. "Acompanho o Bola Preta há 15 anos e, como sempre, estou aqui esperando pela nossa grande rainha", comentou Eliane.
Pouco antes do desfile começar oficialmente, a multidão explodiu em gritos ao anunciar a chegada da rainha do bloco. "Estou muito feliz de estar aqui mais um ano com o Bola Preta, que tem uma energia maravilhosa. Existe algo melhor do que esta festa?", perguntou Paolla à reportagem da Agência Brasil, enquanto apontava para os foliões que se espremiam atrás do cordão de isolamento, animados com sua presença.
"É o povo que torna tudo isso possível. Este ano, comecei o Carnaval em Salvador, mas não poderia deixar de vir para cá, que é o meu primeiro dia de festa. Estou totalmente no clima do Carnaval de rua, junto com a galera, está tudo ótimo", completou.
À frente do cortejo, a tradicional Corte Real iluminou ainda mais o desfile. Além de Paolla, participaram Leandra Leal (porta-estandarte), Neguinho da Beija-Flor (padrinho), Maria Rita (madrinha), Emanuelle Araújo (musa da banda), João Roberto Kelly (embaixador), Tia Surica da Portela (embaixadora) e Selminha Sorriso (musa das musas).
Neste ano, a corte contou com a estreia das novas musas de 2026: Lú Bandeira, Flavia Jooris e Andrea Martins, que se juntam às musas Ju Knust, Thai Rodrigues, Taissa Marins e Luara Bombom, além do muso Amauri Junior.
A animação ficou por conta da tradicional Banda do Cordão da Bola Preta, sob a regência do maestro Altamiro Gonçalves.
E, pelo terceiro ano consecutivo, o bloco manteve a parceria com a Liga Amigos do Zé Pereira, trazendo ainda mais alegria ao carnaval.
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