
Copa do Mundo 2026: Recordes e Polêmicas Marcam a Final
A Copa do Mundo de 2026, encerrada no último domingo, trouxe recordes, emoções e controvérsias, destacando a Espanha como campeã e astros em suas despedidas.
Franck Fife/AFP)
NEW YORK, NY (EUA) - No último domingo, dia 19, a maior Copa do Mundo da história chegou ao fim, deixando um rastro de recordes e despedidas emocionantes de craques que marcaram uma era, além de algumas polêmicas envolvendo a relação do presidente da Fifa, Gianni Infantino, com Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos. Isso sem mencionar as mudanças que tentaram agradar a um país que se destaca em transformar o esporte em um verdadeiro espetáculo e, claro, em um negócio.
Destaques do Torneio
➡️ A Espanha se destacou, superou a Argentina e conquistou seu segundo título mundial.
Esse torneio foi especial, pois representou a última Copa do Mundo para astros como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar Jr, três dos jogadores mais icônicos das últimas décadas. Messi teve um papel fundamental ao levar a Argentina a mais uma final, enquanto Cristiano Ronaldo fez história ao se tornar o primeiro jogador a marcar gols em seis Copas do Mundo. Já Neymar, em sua despedida, conseguiu marcar o gol de número 80 pela Seleção Brasileira em seu último lance em Copas.
Com 48 seleções e um total impressionante de 104 jogos — o maior em um único torneio —, a Copa também quebrou o recorde de gols, com 308 anotados, uma média de 2,96 por partida, a maior desde 1970.
Polêmicas e Críticas
Por outro lado, o torneio ficou marcado pela quantidade de pênaltis perdidos. Foram 61 tentativas, considerando o tempo normal, a prorrogação e as decisões por pênaltis, mas apenas 40 delas resultaram em gol, o índice mais baixo desde 1966.
Antes mesmo do início da competição, uma crítica constante era em relação aos preços dos ingressos. A Fifa adotou uma tabela dinâmica, onde o custo das entradas aumentava com a demanda. Assim, não foi surpresa encontrar ingressos sendo vendidos por dezenas de milhares de dólares.
Entretanto, isso não desmotivou os torcedores, e o Mundial de 2026 teve praticamente todos os jogos com lotação máxima. No total, 6,8 milhões de espectadores acompanharam os jogos ao vivo, quase o dobro do recorde anterior, que também foi estabelecido em um Mundial nos Estados Unidos — em 1994, apenas 3,58 milhões assistiram aos jogos nos estádios.
Controvérsias e Novidades
O torneio também foi palco de algumas controvérsias. Um dos principais tópicos foi o pedido de Donald Trump a Infantino para reconsiderar a suspensão do atacante Folarin Balogun, da seleção norte-americana, que foi expulso em um jogo da fase de grupos contra a Bósnia e Herzegovina. Embora a Fifa tenha mantido a expulsão, acabou "suspendendo a suspensão", permitindo que Balogun jogasse nas oitavas de final contra a Bélgica.
Além disso, a Copa do Mundo foi marcada oficialmente pelas chamadas "pausas para hidratação". Essas interrupções de três minutos, realizadas na metade de cada tempo, acabaram transformando o jogo em uma partida de quatro períodos. E essas pausas também serviram como uma oportunidade para as emissoras de TV que detinham os direitos transmitirem mais publicidade.
Por fim, o jogo mais importante da Copa, a final entre Espanha e Argentina, que ocorreu no último domingo, não seguiu uma das regras básicas do futebol: o intervalo de 15 minutos. Devido a uma série de apresentações, os jogadores permaneceram cerca de 25 minutos nos vestiários.


