Conflitos no Líbano e Iraque: Desafios para Israel e EUA
Especialistas defendem que resistência do Hezbollah e posição do Iraque favorecem Teerã.

A situação no Oriente Médio continua a ser marcada por tensões intensas, especialmente devido à guerra de guerrilhas do Hezbollah no sul do Líbano e às operações das milícias xiitas no Iraque. Recentemente, Israel e os Estados Unidos foram surpreendidos por um aumento significativo nas ações militares do Hezbollah, que anunciou a realização de inúmeras operações diárias na fronteira sul do Líbano. O grupo afirmou ter destruído cerca de 100 tanques Merkava e, apenas nas últimas 24 horas, reportou 103 ataques contra alvos israelenses.
Enquanto isso, no Iraque, o governo do primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani adotou uma postura mais firme em relação aos EUA e a Israel, especialmente após uma série de ataques que resultaram na morte de 15 combatentes das Forças de Mobilização Popular (FMP). Em resposta, o governo iraquiano autorizou as FMP a se defenderem e convocou o encarregado de negócios dos EUA em Bagdá para apresentar uma carta de protesto formal.
A Resistência Islâmica no Iraque também se manifestou, reivindicando ataques com drones e mísseis direcionados a bases e à embaixada dos EUA. Consequentemente, a Embaixada dos EUA em Bagdá emitiu alertas de segurança, recomendando que os cidadãos evitassem se deslocar para lá devido aos riscos persistentes.
Especialistas em segurança apontam que o Irã parece estar em uma posição mais vantajosa neste cenário, com o Hezbollah demonstrando uma impressionante capacidade de resistência. Ao mesmo tempo, os EUA e Israel se encontram em um impasse, o que complica ainda mais a situação no Oriente Médio.