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Conflito entre PF e André Mendonça: Crise no Caso do INSS
Tensão entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça se intensifica após pedido de investigação envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva.
Luiz Roberto/TSE
Um pedido da Polícia Federal (PF) para investigar Fábio Luiz Lula da Silva trouxe à tona uma crise entre a corporação e o gabinete do ministro André Mendonça. O clima ficou tenso, especialmente porque o gabinete do ministro começou a cobrar informações e questionar a lentidão nas diligências. Em resposta, a Polícia Federal se defendeu, negando qualquer irregularidade e acionando a Advocacia Geral da União (AGU) contra as restrições impostas por Mendonça.
O episódio se intensificou com a retirada de sigilo de documentos, levantando suspeitas de um possível vazamento relacionado ao senador Jaques Wagner. Esse cenário evidencia uma disputa pelo controle das investigações. A nova investigação sobre o INSS, que agora envolve o pedido de apuração da PF sobre Fábio Luiz Lula da Silva, tornou-se um ponto de atrito entre setores da Polícia Federal e o gabinete do ministro.
Vamos entender melhor a sequência dos eventos: a Polícia Federal solicitou a abertura de um novo inquérito, o que levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes. Com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), a investigação foi, então, encaminhada para André Mendonça, que já estava à frente do inquérito principal do INSS. No entanto, este é apenas mais um capítulo de uma crise que vem se arrastando há meses.
O gabinete de Mendonça expressa desconforto com a maneira como as investigações estão sendo conduzidas. Membros do gabinete têm questionado a lentidão de algumas diligências e manifestado preocupação com as mudanças na equipe responsável pela investigação. Por outro lado, a Polícia Federal discorda dessa visão. Para eles, não houve irregularidade na condução do caso e os procedimentos seguiram critérios técnicos adequados.
Essa tensão se manifestou também em outro episódio, onde a Polícia Federal provocou a AGU para avaliar as restrições impostas por Mendonça sobre a comunicação das informações da investigação com os superiores dos delegados da PF. Interlocutores do gabinete do ministro levantam dúvidas sobre a regularidade da condução das investigações. Contudo, as fontes da Polícia Federal contestam essa interpretação e afirmam que não houve qualquer tipo de atuação inadequada, embora não concordem com decisões que interfiram em suas atribuições.
Desde janeiro, a PF tem buscado a AGU para questionar medidas que consideram uma interferência nas suas competências. Inicialmente, a manifestação foi feita de forma verbal, com o relator do caso no STF sendo o ministro Dias Toffoli. Com o tempo, em maio e junho, os pedidos começaram a ser formalizados. A PF argumenta que essa movimentação começou antes do pedido de investigação sobre Fábio Luiz Lula da Silva, também conhecido como Lulinha, que enfrenta suspeitas de corrupção e tráfico de influência, e, portanto, não estaria relacionada a esse novo desdobramento.
Além disso, ainda há o envolvimento do senador Jaques Wagner, onde a retirada parcial do sigilo de documentos gerou mais complicações.