
Confiança da Indústria cai para menor nível desde 2025
Queda de 2,4 pontos no Índice de Confiança da Indústria em setembro reflete pessimismo entre empresários e expectativas de desaceleração econômica.
Reprodução Redes Sociais
28 de setembro de 2026, 10h20
Atualização às 10h53
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O Índice de Confiança da Indústria (ICI), elaborado pelo FGV/Ibre, registrou uma queda de 2,4 pontos em setembro, atingindo 91,3 pontos. Essa marca representa a terceira baixa consecutiva e o menor nível desde novembro de 2025. Quando analisadas as médias móveis trimestrais, o índice mostra um recuo de 2,9 pontos, caindo para 94,1 pontos.
No cenário atual, 16 dos 19 segmentos industriais avaliados pela Sondagem revelaram uma diminuição na confiança. Essa situação reflete uma percepção negativa tanto em relação à situação presente quanto às expectativas para os próximos meses.
Por outro lado, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) teve um leve avanço de 0,3 ponto percentual em setembro, alcançando 83,2%.
Além disso, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 1,3 ponto, ficando em 93,6 pontos, o que é o menor nível desde dezembro de 2025. A demanda total também apresentou uma queda de 1,3 ponto, atingindo 95,8 pontos, o que representa o patamar mais baixo desde novembro de 2025, quando estava em 93,6 pontos. De forma menos acentuada, o indicador que mede o nível de estoques subiu 0,7 ponto, alcançando 108,2 pontos, o pior nível desde dezembro de 2025 (109,9 pontos). Vale lembrar que quando esse indicador supera 100 pontos, indica que a indústria está operando com estoques acima do desejável.
Por fim, o Índice de Expectativas (IE) caiu 3,4 pontos, somando 89,2 pontos, o que também é o menor nível registrado desde novembro de 2025.
Dentro dessa métrica, o indicador de produção prevista teve um recuo significativo de 7,1 pontos, indo para 83,1 pontos, o menor nível desde junho de 2020, que era de 81,3 pontos. Da mesma forma, o indicador que mede a tendência dos negócios caiu 2,6 pontos, chegando a 88,0 pontos, o nível mais baixo desde outubro de 2025 (85,1 pontos). As expectativas em relação ao emprego apresentaram uma leve queda de 0,3 ponto, ficando em 97,0 pontos.
Stéfano Pacini, economista do FGV/Ibre, comentou que a percepção atual sobre os negócios mantém os sinais de arrefecimento da demanda e aumento de estoques que vêm sendo observados nos últimos três meses, o que pode indicar ajustes na produção.
“Para os próximos meses, as avaliações dos empresários sobre a produção prevista sustentam a sinalização de uma continuidade na desaceleração da atividade econômica neste segundo semestre. Mesmo com a resiliência do mercado de trabalho e algumas políticas de estímulo setoriais, as condições monetárias ainda restritivas e o clima de incerteza, que tende a aumentar em períodos eleitorais, continuam a limitar uma recuperação mais robusta da confiança industrial”, afirmou Pacini.