
Concurso de Personalidades de IA: O Futuro dos Influenciadores Virtuais?
O AI Personality of the Year Awards destaca a ascensão das personalidades virtuais, com mais de 3.300 candidaturas e prêmios que superam 90 mil dólares.
Reprodução Redes Sociais
Milhares de "personalidades" geradas por inteligência artificial estão competindo no AI Personality of the Year Awards, o maior concurso global do tipo. Promovido pela OpenArt e Fanvue, o evento desafiou os participantes a criar e desenvolver personagens virtuais em diversas categorias, incluindo entretenimento, estilo de vida, comédia, fitness e figuras de anime. Os concorrentes precisaram publicar pelo menos quatro conteúdos durante o desafio, com os vencedores sendo anunciados ainda neste mês.
Chloe Fang, da OpenArt, revelou à Euronews Next que a resposta foi impressionante, com cerca de 3.300 candidaturas recebidas. Os prêmios totalizam mais de 90 mil dólares (aproximadamente 76 mil euros) em dinheiro e ofertas. Os organizadores afirmam que este é o maior concurso voltado para personalidades de IA, um campo em crescimento que tem conquistado a cultura popular, construindo bases de fãs leais e firmando contratos com marcas.
Entre os concorrentes, destaca-se Jae Young Joon, uma persona de modelo masculino coreano gerada por IA, que já acumula mais de 400 mil seguidores no Instagram e TikTok. Apesar de ser uma criação de IA, Jae recebe mensagens emocionantes de fãs, mostrando que o público valoriza a conexão emocional mais do que a realidade da persona. Essa linha tênue entre realidade e ficção levanta questões éticas complexas sobre a IA generativa, que já enfrentou críticas por questões de segurança no emprego e direitos autorais.
Recentemente, o chatbot Grok, da xAI de Elon Musk, foi criticado por permitir a geração de imagens sexualmente explícitas, levando a restrições em suas funcionalidades. Críticos também alertam que a geração de imagens por IA pode intensificar padrões corporais irrealistas promovidos nas redes sociais. O influenciador "perfeito" agora não precisa de genética favorável ou procedimentos estéticos, levantando preocupações sobre representações prejudiciais mesmo em instruções neutras.
