Como Políticas Públicas Impulsionam Empreendedorismo Formal no Brasil
Levantamento recente do Sebrae e MDS revela o impacto do CadÚnico no aumento de MEIs no Brasil, destacando a inclusão social e o empreendedorismo.
Reprodução Redes Sociais
Um levantamento recente realizado pelo Sebrae em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) traz à tona dados interessantes: quase 3 em cada 10 microempreendedores individuais (MEIs) estão registrados no Cadastro Único (CadÚnico), uma plataforma que reúne aqueles que se beneficiam das políticas de assistência do Governo Federal. Isso representa cerca de 4,6 milhões de MEIs em um total de 16,6 milhões de empreendedores formalizados com esse tipo de registro.
De acordo com a pesquisa, aproximadamente 57% desses empreendedores, ou seja, cerca de 2,6 milhões, optaram por abrir o CNPJ após se inscrever no CadÚnico. Esse dado reforça uma tendência já percebida em estudos anteriores: a inclusão na lista de beneficiários parece agir como um verdadeiro impulso para que as pessoas busquem a autonomia financeira por meio do empreendedorismo formal, especialmente na figura do MEI.
É importante destacar que as políticas públicas têm um papel fundamental em fomentar o empreendedorismo. No ano passado, observamos uma sequência de indicadores positivos nesse sentido. O Brasil possui uma capacidade produtiva imensa, e os pequenos negócios se destacam como protagonistas nesse cenário. A inclusão social, tanto em termos de renda quanto de emprego, está intrinsicamente ligada ao empreendedorismo.
Observando o perfil dos empreendedores que estão no CadÚnico, notamos que a maioria é composta por mulheres (55,3%) e pessoas não brancas (64%), com famílias que têm três ou mais integrantes (51,3%). A faixa etária mais comum desses empreendedores varia entre 30 e 49 anos (53%), e a maioria possui, pelo menos, o Ensino Médio completo (51%).
O estudo do Sebrae e MDS também revela que o setor de Serviços é o mais procurado pelos MEIs que estão no CadÚnico, representando 54%. Isso se deve, em grande parte, ao baixo investimento inicial exigido para iniciar empreendimentos nesse setor. Logo em seguida, temos o setor de Comércio, com 26%. A combinação da geração de emprego e renda, junto com o estímulo ao empreendedorismo, tem se mostrado eficaz na superação da pobreza em várias regiões do país. Para se ter uma ideia, em 2025, mais de 2 milhões de famílias deixaram de depender do Programa Bolsa Família. Desses, a maioria (1,3 milhão) saiu do programa devido ao aumento na renda familiar, enquanto outras 726 mil famílias completaram o período de proteção estabelecido.
Atualizado há menos de 1 hora
Para discutir oportunidades de atuação junto aos microempreendedores individuais (MEIs) inseridos no Cadastro Único, o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, e o ministro Wellington Dias, se reuniram recentemente em Brasília. Durante o encontro, foram abordadas propostas como o lançamento de chamadas públicas para projetos que atuem junto a esse público e campanhas de relacionamento por meio de redes sociais e canais de atendimento. Essas iniciativas visam estimular a entrada desses pequenos empreendedores para a formalidade, ampliando a realização dos sonhos dos brasileiros e levando mais renda e cidadania para a população.
Atualizado há 7 horas
“Quase 3 em cada 10 MEIs estão CadÚnico. Por isso, o Sebrae está intensificando junto com o MDS todas as nossas jornadas, trilhas, cursos e qualificações, para que possamos ampliar mais ainda a realização dos sonhos dos brasileiros. Muitos saíram do Mapa da Fome e, agora, queremos levar mais renda e mais cidadania para a nossa população”, defendeu o presidente da instituição, Rodrigo Soares.
Para o ministro Wellington Dias, a parceria, que foi iniciada em 2023, é capaz de dar muitos passos no caminho da inclusão das famílias de baixa renda.
“O Sebrae tem uma experiência na assistência, na atualização, e no acesso ao crédito, além de ter uma presença em praticamente todo o Brasil. Com esse cruzamento de dados e a atuação conjunta temos a condição de aprimorar nosso planejamento, saber as necessidades do público, além de abrir portas para vários outros programas. Essa agenda de trabalho nos deixa mais seguros para atuar no fortalecimento desse setor”, comentou Dias.
Atualizado há 16 horas
Com aproximadamente 4,6 milhões de microempreendedores individuais (MEI) inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), o desafio do Sebrae e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) é garantir que esses empreendedores possam crescer e levar mais dignidade e qualidade de vida para as suas famílias. Para discutir oportunidades de atuação junto a este público, o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, e o ministro Wellington Dias, se reuniram, nesta quarta-feira (13), em Brasília.
De acordo com estudos do Sebrae e MDS 57% desses microempreendedores individuais (aproximadamente 2,6 milhões) decidiram abrir o CNPJ depois de aderir ao registro que garante acesso aos programas sociais. Para o ministro Wellington Dias, a parceria, que foi iniciada em 2023, é capaz de dar muitos passos no caminho da inclusão das famílias de baixa renda.
“O Sebrae tem uma experiência na assistência, na atualização, e no acesso ao crédito, além de ter uma presença em praticamente todo o Brasil. Com esse cruzamento de dados e a atuação conjunta temos a condição de aprimorar nosso planejamento, saber as necessidades do público, além de abrir portas para vários outros programas. Essa agenda de trabalho nos deixa mais seguros para atuar no fortalecimento desse setor”, comentou Dias.
