Como o TSE Garante a Segurança das Urnas Eletrônicas nas Eleições
Entenda os rigorosos testes do TSE nas urnas eletrônicas e como eles garantem a integridade do voto nas eleições de 2026.
Reprodução Redes Sociais
Como a urna eletrônica é testada antes das eleições
Antes de cada eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza uma série de testes públicos com o intuito de identificar possíveis falhas nos sistemas eleitorais. Um exemplo significativo é o Teste de Segurança, onde especialistas em computação e qualquer cidadão brasileiro maior de 18 anos têm a oportunidade de tentar encontrar vulnerabilidades nos sistemas utilizados nas urnas eletrônicas.
Um dos focos principais desses testes é o código-fonte dos sistemas da urna, que é um conjunto de instruções que define como o software deve operar. Desde a primeira edição do teste, em 2009, nenhum participante conseguiu descobrir uma falha que pudesse comprometer o sigilo do voto ou o resultado de uma eleição. É importante ressaltar que, até hoje, não houve registros de fraude associada a esse equipamento.
📍 Para ajudar a entender melhor o processo eleitoral, o g1 está lançando uma série de 50 vídeos que abordam os principais temas das eleições de 2026. Esses conteúdos explicam como funcionam as pesquisas eleitorais, o papel dos cargos em disputa, o funcionamento do Congresso e oferecem orientações práticas para quem vai votar. Além disso, a série discute o impacto das novas tecnologias nas campanhas, incluindo inteligência artificial, deepfakes e influenciadores digitais.
VEJA TAMBÉM
O teste público de segurança é apenas uma das diversas verificações realizadas pela Justiça Eleitoral. Vamos dar uma olhada nas principais etapas desse processo:
Um ano antes da eleição, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais são disponibilizados para análise. Entidades autorizadas têm a chance de examinar esses códigos, acompanhar o funcionamento dos sistemas e solicitar esclarecimentos diretamente ao TSE.
À medida que a data da votação se aproxima, as urnas que serão utilizadas passam por um rigoroso processo de assinatura digital e lacração. A partir desse momento, qualquer alteração nos programas pode ser facilmente detectada.
No dia da eleição, algumas urnas são sorteadas para passar por um teste de integridade. Na véspera, representantes de entidades e partidos preenchem cédulas de papel com os votos e as colocam em uma urna de lona. No dia da votação, os mesmos votos são digitados na urna eletrônica sorteada para o teste. Todo esse processo é meticulosamente monitorado e filmado.
Ao final, ocorre a comparação entre o resultado registrado pela urna eletrônica e os votos contabilizados nas cédulas de papel. Esse procedimento é fundamental para verificar, na prática, se o equipamento está registrando e contabilizando os votos de maneira correta.
Antes do início da votação, cada urna emite um documento conhecido como "zerésima", que comprova que o equipamento começou o dia sem nenhum voto registrado.
Após a votação, a urna gera um boletim com os totais de votos recebidos por cada candidato e partido, além de contabilizar os votos em branco e nulos. Uma cópia desse boletim é afixada na seção eleitoral, e o documento inclui um QR Code que pode ser lido por qualquer interessado, permitindo que se compare o resultado daquela urna com os dados que serão publicados posteriormente pelo TSE.
Vale lembrar que o sistema de votação eletrônica não é algo novo. Desde sua implementação, diversas medidas têm sido adotadas para garantir a integridade e a segurança do processo eleitoral.