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Como Funcionam as Pesquisas Eleitorais e a Seleção de Entrevistados
Descubra o processo por trás das pesquisas eleitorais e como a Quaest garante representatividade nas amostras.
Arte g1
Por Felipe Turioni, g1 — São Paulo
18/08/2026 05h02 Atualizado 18/08/2026
O g1 acaba de lançar um vídeo que explica detalhadamente como funcionam as pesquisas eleitorais. No material, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, traz informações sobre amostras e o trabalho de campo.
Nunes explica que essas amostras se baseiam em dados oficiais do IBGE e do TSE. O processo envolve a seleção aleatória de municípios e setores, sempre buscando perfis que representem o eleitorado de forma precisa.
Durante o primeiro turno das eleições, a Globo e suas parceiras planejam publicar 130 pesquisas realizadas pela Quaest e pelo Datafolha, abrangendo tanto as disputas estaduais quanto a corrida pela Presidência.
Essa iniciativa faz parte de uma série de 50 vídeos diários sobre as eleições de 2026, que serão exibidos até o dia 4 de outubro, data do primeiro turno.
Mas como os institutos decidem quantas pessoas entrevistar? E quais critérios eles usam para selecionar os participantes? É curioso pensar que muitas pessoas afirmam nunca terem participado de uma pesquisa.
No vídeo, que é o terceiro dessa série especial do g1, Felipe Nunes, também professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV), esclarece como são definidos tanto o tamanho quanto o perfil das amostras, além de explicar como ocorre o trabalho de campo.
Ele comenta que a probabilidade de alguém ser convidado a participar de uma pesquisa eleitoral é semelhante à chance de ganhar na loteria. Portanto, o fato de uma pessoa nunca ter sido entrevistada não significa que seu perfil não esteja representado. As amostras são elaboradas para refletir características do eleitorado, levando em conta aspectos como região, sexo, idade, escolaridade e renda.
Para a Quaest, as pesquisas são realizadas de forma presencial e domiciliar. O desenho da amostra se baseia em dados oficiais do IBGE e do TSE. Primeiro, são sorteados os municípios e, em seguida, os setores onde as entrevistas acontecerão. Dentro de cada local, os pesquisadores buscam pessoas que se encaixam nos perfis definidos.
Nunes ressalta que esse planejamento científico é o que distingue uma pesquisa eleitoral de uma simples enquete, onde a participação ocorre de maneira aleatória, sem um desenho amostral que represente o total do eleitorado.
Durante as eleições de 2026, ao longo do primeiro turno, a Globo, o g1, a GloboNews e emissoras afiliadas vão divulgar 130 pesquisas da Quaest e do Datafolha, abrangendo as disputas pelo Senado, as eleições para governadores de todos os estados e do Distrito Federal, além da Presidência da República. Com essa cobertura, a Globo reafirma seu compromisso de informar, a cada rodada, como está o cenário eleitoral.
📍Nesta semana, o g1 começou a publicar uma série de vídeos verticais que explicam os principais temas das eleições de 2026. Até o primeiro turno, em 4 de outubro, serão 50 vídeos, um a cada dia. Os conteúdos abordam desde o funcionamento das pesquisas eleitorais até as regras para o uso de redes sociais e inteligência artificial nas campanhas, passando pelos cargos em disputa e as diferenças nas eleições de deputados e senadores.
Atualizado há 3 horas
No vídeo mais recente da série, a diretora do Datafolha, Luciana Chong, detalha como calcular e interpretar a margem de erro nas pesquisas eleitorais. Ela explica que a margem de erro, que é um elemento inerente à estatística, varia conforme o número total de entrevistados. Por exemplo, em pesquisas com 2 mil entrevistas, a margem média é de 2 pontos percentuais. Essa margem pode aumentar quando os resultados são analisados por segmentos específicos de eleitores, como grupos por gênero ou faixa de renda.