Como a Reforma Tributária Afeta Pequenos Negócios e Fornecedores
Entenda os impactos da reforma tributária de 2026 sobre pequenos empreendedores e suas relações com fornecedores da indústria e comércio.
Os pequenos negócios desempenharam um papel crucial em 2025, representando impressionantes 96% das novas empresas abertas no país. Com as mudanças que estão por vir com a reforma tributária, é fundamental que quem está começando sua jornada empreendedora preste atenção especial à escolha do regime tributário. Essa decisão não é simples; envolve uma análise cuidadosa do valor dos produtos ou serviços adquiridos, bem como dos regimes tributários tanto do fornecedor quanto da própria empresa.
Dependendo do regime escolhido, a empresa pode determinar se o custo final da compra com um fornecedor específico — que inclui o valor do produto mais os créditos tributários — é mais vantajoso em comparação a outro potencial parceiro no mercado.
Na prática, os fornecedores tendem a preferir empresas que apresentem um menor impacto fiscal ao adquirir produtos. Portanto, é crucial que os empreendedores de pequenos negócios considerem quais opções de regime tributário são mais adequadas para o segmento em que atuam e sua respectiva cadeia produtiva.
Para ajudar nesse processo, o Sebrae elaborou um material que responde às principais dúvidas sobre a Reforma Tributária e seus impactos nos pequenos negócios. As mudanças não serão imediatas; sua implementação ocorrerá de forma gradual.
A reforma vai substituir cinco tributos — ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI — por dois novos impostos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços). O objetivo aqui é claro: simplificar a tributação, diminuir a burocracia e tornar o sistema mais transparente, tudo isso sem aumentar a carga tributária total.
O IBS será aplicado em níveis estadual e municipal, substituindo o ICMS e o ISS, enquanto a CBS será de competência federal, substituindo o PIS, Cofins e parte do IPI. Juntas, essas duas contribuições constituirão o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), seguindo um modelo já adotado por mais de 170 países ao redor do mundo.
A alíquota total estimada para essa nova configuração fica entre 26% e 28%. No entanto, setores essenciais, como saúde e educação, terão uma redução significativa de 60%, e produtos da cesta básica ficarão isentos de alíquota. Essa nova estrutura também permitirá uma ampla utilização de créditos tributários, evitando a tributação em cascata, que tanto complicava a vida dos empresários.