Como a IA Transforma a Interface das Smart TVs em 2026
Descubra como usuários estão utilizando inteligência artificial para personalizar suas smart TVs, eliminando anúncios e criando interfaces mais limpas.

Nos últimos dias, as redes sociais têm sido invadidas por discussões sobre modificações em sistemas de smart TVs. Muitos consumidores estão optando por novos launchers, uma vez que os sistemas nativos podem ser um tanto poluídos visualmente, especialmente por causa dos anúncios que ocupam espaço nas telas. O assunto tem ganhado destaque, especialmente no X/Twitter.
Diversos projetos estão sendo compartilhados online, e um deles envolve o uso do Claude Code para fazer alterações em dispositivos com Android TV.
Usuários têm mostrado suas telas iniciais personalizadas, que incluem widgets de previsão do tempo e calendários. Alguns vão além, integrando até controles para automação de dispositivos de casa inteligente.
Um conceito que vem chamando a atenção é o vibe coding, ou “programação intuitiva”.
Esse modelo de desenvolvimento, que utiliza inteligência artificial, permite que os usuários descrevam ao chatbot o que desejam criar, e a tecnologia gera o código necessário a partir dessas instruções. O termo se popularizou em 2025 e, nos últimos meses, se tornou um foco importante na indústria de IA.
É claro que essa evolução não vem sem preocupações. Desenvolvedores profissionais expressam receios sobre a criação de aplicativos que não consideram as barreiras de segurança adequadas.
Um exemplo disso é o relato do desenvolvedor Ryan Doyle. Ele utilizou o Claude Code para modificar sua TV, desativando anúncios e serviços de rastreamento. Além disso, criou um protetor de tela personalizado que reúne várias funções, como previsão do tempo, calendário e dados de faturamento do seu negócio.
"This is how fast the TV moves now that Claude deleted all the BS laggy bloatware it comes with" pic.twitter.com/g07CEgC1GJ
Outro projeto interessante, chamado cleanyourtv, surgiu quando o desenvolvedor encontrou um anúncio na tela inicial da Xiaomi Mi TV que seus pais usavam, bem antes de abrirem a Netflix. Esse projeto foi publicado no GitHub.
Após receber informações sobre o modelo da TV, o Claude Code acessou o dispositivo pela rede local e desativou 25 pacotes que estavam instalados pela Xiaomi. O projeto também trocou a tela inicial por um launcher personalizado, com uma interface mais limpa. Outros usuários têm explorado essas ferramentas para criar funções adicionais, como representações em 3D de suas casas, além de controles para o sistema de iluminação.
Essas modificações aproveitam recursos que já existem no Android. A maior parte dos projetos utiliza o Android Debug Bridge (ADB), um recurso de desenvolvimento que permite enviar comandos a dispositivos Android. Para isso, o usuário precisa ativar as opções de desenvolvedor e a depuração na TV.
Uma vez feito isso, as ferramentas de IA podem executar comandos através do terminal para alterar configurações e gerenciar os aplicativos instalados.
Por depender do ADB, essa abordagem é mais comum em dispositivos com Android TV ou Google TV, usados por fabricantes como Sony, TCL, Xiaomi, Hisense e Philips. É importante notar que a Play Store já oferece launchers para aqueles que preferem mudar a interface sem precisar passar por todo esse processo complexo.
Por outro lado, sistemas proprietários, como o Tizen da Samsung e o webOS da LG, não disponibilizam o mesmo tipo de acesso. No entanto, alguns usuários já têm começado a compartilhar soluções alternativas para esses sistemas.
A disseminação desses aplicativos tem gerado um debate interessante sobre as possibilidades e limites nas personalizações das smart TVs.
Atualizado há 1 hora
Uma nova tendência nas redes sociais mostra pessoas que usaram assistentes de IA, como o Claude, para remover anúncios e aplicativos desnecessários do sistema de Smart TVs com Android. O processo envolve vibe coding, então até pessoas sem experiência em programação conseguem modificar os aparelhos. O ajuste remove até recomendações de programas recentes, mas também simplifica a experiência. Diversos perfis relatam os esforços para remover bloatware — conteúdo considerado desnecessário e que vem instalado nas configurações de fábrica — e propagandas na experiência geral.
Quais os riscos de modificar a TV? O método funciona em aparelhos com sistema Android, então não é garantia de funcionamento no WebOS, da LG, e no Tizen OS, da Samsung. O processo é experimental e precisa ser feito com cautela. Ainda não existem exemplos sobre efeitos a longo prazo, por exemplo, enquanto alguns usuários no Reddit já registraram que Claude não conseguiu chegar a um resultado final ou que a TV travou. Além disso, usar a depuração exige ativar o modo de desenvolvedor e acabar com a garantia de fábrica do produto. A reprogramação seria uma alternativa para TVs mais antigas e com problemas de lentidão no software.
