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Como a China Vive a Paixão pela Copa do Mundo em 2026
Mesmo sem participar do torneio, a China se destaca como um importante espectador e investidor na Copa do Mundo de 2026.
Go Nakamura/Reuters
A China não participa de uma Copa do Mundo há mais de 20 anos, mas isso não diminuiu a paixão dos torcedores chineses por acompanhar os jogos. E, é claro, as marcas viram uma grande oportunidade comercial com o torneio. Desde a única vez em que a seleção nacional se classificou, em 2002, e acabou perdendo as três partidas da fase de grupos, a esperança e o entusiasmo do público só cresceram.
Neste ano, mesmo com horários que não favorecem a audiência na Ásia, a Copa do Mundo promete ser a mais vista pelos chineses. Entre 12 de junho e 8 de julho, o canal esportivo da CCTV registrou um aumento impressionante de 1.701% na audiência em comparação com o ano anterior. Além disso, o aplicativo RedNote transmitiu todas as partidas gratuitamente, permitindo que ainda mais pessoas se conectassem ao evento.
Embora a seleção não esteja em campo, a China se destacou de outras maneiras. Um exemplo é o árbitro Ma Ning, que apitou uma partida da fase de grupos, trazendo visibilidade ao país. O polo atacadista de Yiwu também se mobilizou, produzindo uma variedade de produtos licenciados para o torneio. A Adidas, por sua vez, fabricou bolas tecnológicas em solo chinês.
Nas redes sociais, o atacante Erling Haaland se tornou um verdadeiro fenômeno, promovendo marcas como Wanglaoji e Midea, e atraindo a atenção de muitos. A Puma e a Li Ning não ficaram de fora, fornecendo uniformes e calçados para os jogadores. Além disso, a Lenovo fez sua parte ao contribuir com tecnologia para aprimorar a transmissão dos jogos. É interessante notar como, mesmo fora de campo, a China se mantém como uma protagonista neste grande evento esportivo.


