Codelco projeta viabilidade do lítio em Maricunga em 8 anos
Codelco e Rio Tinto avançam em projeto de lítio no Chile, com expectativas de viabilidade em 2026 e foco em aprovações regulatórias.
A chilena Codelco tem grandes expectativas para seu projeto de lítio no salar de Maricunga, que, segundo o presidente do conselho da empresa, Bernardo Fontaine, pode se concretizar em um período de oito anos. Essa empreitada, uma parceria entre a estatal de cobre e a gigante Rio Tinto, ainda está em fase de negociação. Fontaine esclareceu que o acordo ainda não foi assinado porque depende de algumas condições, sendo que algumas delas já foram atendidas, enquanto outras ainda estão pendentes em nível internacional.
O que está em jogo agora é a aprovação regulatória tanto do Chile quanto da China. Vale ressaltar que já se obteve luz verde, sem restrições, de órgãos antitruste no Brasil, na Coreia do Sul e na Polônia, um avanço significativo para o projeto. O Ministério da Mineração do Chile está atualmente revisando o contrato especial de operação, levando em conta as observações feitas pelo órgão nacional de auditoria.
Durante sua apresentação, Fontaine também trouxe uma perspectiva interessante: ele argumentou que o lítio não deveria ser visto como um mineral crítico, uma vez que, segundo ele, não há riscos significativos em sua oferta e que é abundantemente encontrado ao redor do mundo.
Além disso, o novo conselho da Codelco está avaliando minuciosamente os planos e projetos da mineradora, com foco na priorização de investimentos e na análise de possíveis vendas de ativos. É importante lembrar que, em 2025, a empresa perdeu a posição de maior produtora de cobre do planeta, o que adiciona uma camada de urgência a essas decisões.


