CNI Acompanha Decisão da Suprema Corte dos EUA sobre Tarifas
Setor fortemente impactado pelas taxações, a indústria do café celebrou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. Indústria da pesca também comemorou a decisão.
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, que está acompanhando com "atenção e cautela" os desdobramentos da recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que anulou tarifas sobre produtos importados impostas pelo ex-presidente Donald Trump. Segundo a CNI, um estudo da United States International Trade Commission (USITC) de 2024 indica que a suspensão das tarifas extras de 10% e 40% aplicadas a produtos brasileiros pode gerar um impacto de US$ 21,6 bilhões nas exportações do Brasil para os EUA. Ricardo Alban, presidente da CNI, afirmou: “Estamos observando a situação com atenção e cautela. O impacto de uma medida como essa no comércio brasileiro é significativo, especialmente considerando a importante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos.” A decisão da Suprema Corte se refere especificamente às tarifas impostas pela International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), enquanto outras tarifas, como as da seção 232 da Trade Expansion Act, permanecem em vigor, especialmente aquelas relacionadas à segurança nacional, como no caso do aço e alumínio. Além disso, tarifas aplicadas a práticas consideradas desleais continuam em vigor, o que pode levar a novas medidas dos EUA em relação ao comércio brasileiro. A indústria do café, fortemente impactada por essas taxações, celebrou a decisão. Pavel Cardoso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), manifestou apoio à decisão, destacando a importância da segurança jurídica nas relações comerciais internacionais. Em janeiro, Cardoso havia mencionado que a cadeia do café ainda lutava para reverter tarifas sobre o café solúvel. Embora a tarifa de 40% sobre o café em grão tenha sido suspensa em novembro do ano passado, o café solúvel ainda permanece taxado. Pavel enfatizou que ações unilaterais, como as implementadas pelos EUA, podem gerar incertezas na cadeia produtiva. Ele ressaltou que a previsibilidade e regras claras são fundamentais para garantir estabilidade, investimentos e proteção ao consumidor. A decisão da Suprema Corte também foi bem recebida por outros setores, como o de plásticos e o de pescado, que estavam sofrendo com as tarifas. A Associação Brasileira de Plástico já se manifestou sobre a importância dessa mudança.