CMN Facilita Acesso a Crédito Emergencial para Fertilizantes
Mudanças recentes no Plano Brasil Soberano ampliam financiamento para empresas de fertilizantes e minerais essenciais, com prazos estendidos e taxas reduzidas.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu ampliar o acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano, incluindo empresas da cadeia de fertilizantes. Em uma reunião extraordinária realizada em 27 de agosto de 2026, foram reduzidos os encargos financeiros para projetos que envolvem minerais críticos e estratégicos, incentivando investimentos no setor. Uma das principais mudanças é a prorrogação do prazo para que as empresas solicitem financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agora até 31 de dezembro de 2027.
As empresas que fabricam adubos e fertilizantes, além daquelas que produzem intermediários ou extraem minerais, terão acesso a linhas de capital de giro, antes restritas à compra de bens de capital e investimentos. Essa mudança visa atender à urgência do setor, que frequentemente precisa pagar insumos importados antes de receber pelos produtos vendidos aos agricultores.
Além disso, o encargo financeiro para financiamentos destinados a bens de capital e investimentos foi reduzido para 3% ao ano, uma queda significativa em relação às taxas anteriores. Essa ação busca estimular investimentos em beneficiamento, refino e transformação mineral no Brasil.
As empresas beneficiadas serão definidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda, com a lista de setores contemplados prevista em portarias interministeriais. Essas medidas visam apoiar os setores impactados pelo aumento das tarifas dos EUA e pela instabilidade no comércio internacional, preservando a atividade econômica, o emprego e a renda.
O CMN é o órgão responsável por formular as diretrizes das políticas monetárias e de crédito do país, presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
