CLDF Debate Estratégias para Combater Violência Contra Mulheres
A 7ª Semana Legislativa pela Mulher destaca a urgência de políticas públicas eficazes no combate à violência de gênero no DF.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, mais um dia de atividades da 7ª Semana Legislativa pela Mulher. O evento teve como objetivo reforçar políticas públicas e práticas que enfrentam a violência de gênero. Durante a mesa redonda intitulada "Políticas e Práticas para o Distrito Federal que queremos", representantes do Judiciário, do Ministério Público, da segurança pública e do Legislativo se reuniram para discutir dados, Palestras da Semana Legislativa da Mulher destacam equidade desafios e soluções integradas para esse problema tão urgente.
Os dados apresentados durante o painel revelaram que, em 2025, o Distrito Federal registrou 28 casos de feminicídio, além de 133 tentativas e mais de 11 mil ocorrências de violência doméstica, com um destaque preocupante para Ceilândia, onde a incidência é maior.
O relatório também identificou 326 equipamentos e serviços de atendimento disponíveis no DF, sendo que cerca de 75% deles são geridos pelo governo local. No entanto, a realidade é desigual: o Plano Piloto concentra mais de 20% da rede de atendimento, enquanto áreas com altos índices de violência carecem de uma cobertura proporcional adequada.
A juíza Rejane Zenir Teixeira trouxe à tona um tema delicado: o silenciamento das mulheres no ambiente de trabalho. Ela enfatizou que essa é uma das manifestações mais sutis e impactantes da desigualdade.
Segundo suas palavras, o medo de represálias leva muitas mulheres a optarem pelo silêncio diante de situações de assédio e discriminação. Regilene Siqueira, secretária executiva de Segurança Pública, reforçou que, apesar dos avanços na repressão ao crime, o DF ainda enfrenta desafios significativos em relação à prevenção. Ela destacou o programa Viva a Flor, que oferece atendimento policial prioritário a mulheres em situação de risco e já mostrou resultados expressivos na proteção contra feminicídios.
Essas discussões são essenciais para que possamos, de fato, avançar rumo a um futuro mais seguro e igualitário para todas as mulheres.