Ciro Gomes Pede Cassação da Chapa de Elmano no Ceará

Ciro Gomes solicita novas eleições no Ceará após alegações de abuso de poder na campanha de Elmano de Freitas, reeleito com 53,19% dos votos.

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Ciro Gomes Pede Cassação da Chapa de Elmano no Ceará
Reprodução Redes Sociais

14/10/2026 13h41 Atualizado 14/10/2026 13h43

A disputa política no Ceará ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (14). A campanha do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que não obteve sucesso no primeiro turno da eleição para o governo do estado, decidiu levar sua insatisfação ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

O objetivo é solicitar a cassação da chapa do governador reeleito Elmano de Freitas (PT) e a convocação de uma nova eleição. Elmano conquistou 53,19% dos votos válidos, enquanto Ciro ficou com 46,22%.

Na prática, a equipe de Ciro argumenta que houve abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação. Um ponto crucial levantado por eles é a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que, segundo a campanha, teria prejudicado a equidade da disputa, favorecendo Elmano.

O ministro autorizou a veiculação de inserções da campanha de Elmano nos dias 2 e 3 de outubro, justamente após o término do período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Alega-se que, nesses dois dias, foram transmitidas pelo menos 776 inserções da candidatura do governador, sem que houvesse espaço para Ciro Gomes. Essa situação, conforme os advogados Hélio Parente e André Xerez, foi uma clara violação dos princípios de uma eleição justa.

Durante uma coletiva de imprensa, os advogados de Ciro expressaram suas preocupações sobre o que consideram “abuso de poder relacionado a decisões judiciais” do ministro do STF, que, segundo eles, afetou a lisura do processo eleitoral no Ceará. Eles enfatizaram que a candidatura de Ciro não teve condições iguais de competição, o que, na visão deles, comprometeu a integridade da eleição. É importante notar que, segundo a defesa, essa situação é “inédita” e poderia estabelecer um precedente para disputas eleitorais em outras partes do Brasil.

Além disso, os advogados de Ciro afirmaram que a campanha de Elmano continuou a veicular inserções mesmo após a vitória nas urnas, especificamente na segunda-feira seguinte à eleição, dia 5, reiterando a alegação de “abuso de poder”. O advogado André Xerez ressaltou que a própria coligação de Elmano havia solicitado à Justiça Eleitoral que interrompesse essas inserções. “Essa ação qualifica esse bloco de acontecimentos como abuso de poder por uso indevido dos meios de comunicação social”, declarou.

Os representantes de Ciro formalizaram uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no TRE-CE e indicaram que estão preparados para recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal, almejando a cassação da chapa de Elmano e a realização de uma nova eleição.

Embora Ciro não tenha comparecido à coletiva, ele já havia se manifestado em um “manifesto” nas redes sociais, onde declarou que a eleição estadual foi “roubada”. “Não cumprimentei o candidato vitorioso. Ele não ganhou; ele e sua organização criminosa tomaram as eleições. Já ganhei e perdi eleições, nunca repudiei o resultado das urnas, mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”, expressou o tucano em seu manifesto.

Por outro lado, a campanha de Elmano de Freitas lamentou que Ciro Gomes persista nesse discurso.

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