Cinefoot 2026: Homenagem ao Filme 'Copinha' de Joaquim Salles
Festival de Cinema de Futebol destaca 'Copinha', que retrata a jornada do Esporte Clube Macapá na Copa São Paulo 2024.
© Divulgação/Cinefoot
A 16ª edição do Festival de Cinema de Futebol, conhecido como Cinefoot, trouxe à tona obras marcantes, incluindo Copinha, dirigida por Joaquim Salles. Este filme foi agraciado com o prêmio de Melhor Filme na mostra competitiva internacional, destacando-se entre diversos longas-metragens.
Joaquim Salles, sobrinho do renomado cineasta Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, e filho do documentarista João Moreira Salles, traz um peso especial à sua obra.
Os filmes da mostra foram exibidos gratuitamente em quatro salas no Rio de Janeiro, de quinta-feira da semana passada, dia 6, até a terça-feira, dia 11, e também no Museu do Futebol, em São Paulo, entre a última sexta-feira, dia 7, e a segunda-feira, dia 10.
Copinha narra a trajetória do Esporte Clube Macapá durante a edição de 2024 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, conhecida como Copinha, que é considerada o principal torneio sub-20 do mundo. A obra destaca a luta por visibilidade de jovens atletas que, muitas vezes, estão distantes dos holofotes do futebol.
O longa conseguiu se sobressair, superando filmes de países como Argentina, Espanha e Reino Unido, com o resultado definido pelo voto popular, o que torna a vitória ainda mais emocionante.
Naquela edição da Copinha, o Macapá teve um desempenho notável, vencendo o Potyguar Seridoense-RN e conseguindo empates com o Flamengo de Guarulhos (SP) e com o tradicional Vasco. A equipe amapaense se classificou em segundo lugar na chave, mas foi eliminada na fase seguinte pelo Ibrachina, um clube paulista focado nas categorias de base.
Na categoria de Melhor Curta-Metragem da mostra competitiva internacional, o destaque foi para Camisa 9, dirigido por Guilherme Baptista. Este curta traz à luz a história de três jornalistas negros da família Baptista - Orlando e seus filhos Luiz Orlando e Oswaldo - que mudaram a forma como o futebol era abordado na televisão durante os anos 1980, trazendo uma nova perspectiva com irreverência e representatividade à famosa mesa-redonda.
O Troféu João Saldanha, que celebra obras que ressaltam o lado humano, libertário e democrático do futebol, foi concedido ao documentário Coligay, dirigido por Guto Franco e Murilo Megale. O filme relembra a criação de uma torcida do Grêmio que se destacou por ser a primeira 100% gay do Brasil, surgindo em meio ao contexto da ditadura militar.
Para encerrar, o Troféu Museu da Pelada foi para Várzea, um documentário dirigido por D'Andrade que explora as memórias do futebol amador nos campos de terra batida, conhecidos como várzea, e reflete sobre o desaparecimento desses espaços significativos.
Essas obras não apenas celebram o futebol, mas também as histórias e a luta de seus protagonistas, trazendo à tona temas que vão além das quatro linhas.


