
Chipre em alerta: febre aftosa em Pachna gera preocupação
Autoridades intensificam medidas de biossegurança após detecção de febre aftosa em rebanhos de Limassol, visando conter a propagação do vírus.
Reprodução Redes Sociais
A detecção de um caso de febre aftosa em uma exploração pecuária na comunidade de Pachna, situada no distrito de Limassol, está gerando uma onda de preocupação tanto entre as autoridades competentes quanto entre os criadores de gado da região. Essa exploração abriga cerca de 66 ovinos e caprinos, e, por conta da situação, os serviços de saúde animal estão em alerta máximo. O diretor-geral do Ministério da Agricultura, Andreas Gregoriou, enfatizou que a presença do vírus na área não é um fenômeno aleatório. Ele destacou que a transmissão pode ocorrer não apenas por meio de pessoas e animais, mas também através de equipamentos e veículos. Por isso, ele fez um apelo urgente aos criadores de gado para que sigam à risca todas as medidas de biossegurança, a fim de evitar que a doença se espalhe ainda mais.
Como parte das ações imediatas, os serviços competentes planejam realizar o abate dos animais da exploração, visando conter o foco de infecção. Ao mesmo tempo, aguarda-se uma decisão do diretor dos Serviços Veterinários sobre como gerenciar os animais de raças tradicionais. Até agora, apenas dois casos de infecção entre esses animais foram registrados, e, conforme informações disponíveis, esses animais ainda não foram abatidos.
Andreas Savva, presidente da comunidade de Pachna, descreveu o dia de hoje como especialmente difícil para a localidade e seus arredores. A Polícia bloqueou o acesso à exploração afetada, enquanto equipes dos Serviços Veterinários estão no local, realizando desinfecções e pulverizações nos veículos que entram na área. No total, cinco equipes do Serviço Veterinário de Limassol estão conduzindo inspeções em outras unidades pecuárias na região. Além disso, foi estabelecida uma zona de exclusão de três quilômetros ao redor do foco da infecção. Os resultados das análises aleatórias feitas nas explorações vizinhas devem ser divulgados nos próximos dias, e os criadores de gado acompanham tudo isso com grande apreensão.
Um dos criadores, Kostas Salatas, que possui uma exploração com cerca de mil ovinos e caprinos a uma curta distância do local onde o vírus foi detectado, expressou sua preocupação em relação à forma como a doença pode ser transmitida. A maior parte dos rebanhos da região já recebeu duas doses da vacina. A propagação da febre aftosa na região montanhosa de Limassol traz uma nova realidade e frustra as esperanças dos criadores de gado quanto a um possível alívio nas restrições em áreas consideradas livres do vírus, como Limassol e Pafos. Após uma reunião no Ministério, os criadores receberam a garantia de que o pastoreio poderia ser autorizado em áreas sem casos registrados, contanto que os controles aleatórios confirmassem a ausência do vírus.
