
China: Parceira e Concorrente da Europa, Afirma Presidente do BCE
Joachim Nagel destaca a complexidade das relações econômicas entre a Europa e a China, enfatizando a necessidade de diversificação e resiliência.
Reprodução Redes Sociais
17/10/2026, 10h54
Atualizado há 2 minutos
Publicidade
Joachim Nagel, dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Bundesbank, fez uma declaração importante: a China é um dos parceiros econômicos mais relevantes para a Europa, mas, ao mesmo tempo, é também “um dos mais complexos”. Isso se deve ao fato de que, apesar dos laços comerciais robustos, há dependências críticas de importação e uma crescente pressão competitiva.
Durante um discurso neste sábado (17), Nagel destacou que a China não só é uma fonte significativa de bens, mas também um mercado fundamental para as exportações europeias. Contudo, a nação asiática se tornou um competidor industrial forte, o que a torna uma potencial fonte de riscos em setores essenciais.
Leia mais: UE avalia poder para fechar mercado a produtos chineses em nova ofensiva comercial
Leia mais: Gastos do governo são único fator que impede queda do PIB da Alemanha, afirma BC
Ele também observou que a União Europeia (UE) tem buscado aprofundar relações comerciais fundamentadas em regras com países como Japão, Coreia do Sul, Singapura e Vietnã. Além disso, a Índia está se tornando cada vez mais relevante, devido ao seu crescimento e ao tamanho do seu mercado. Nagel mencionou que a cooperação vai além do comércio e investimento; inclui também pesquisa, desenvolvimento e produção conjunta.
O ponto aqui é que Nagel argumentou que não existe uma única estratégia da Europa voltada para a Ásia. Para ele, a prioridade deve ser fortalecer a resiliência e diversificar as relações com a China, enquanto se busca uma integração mais abrangente com um conjunto maior de parceiros asiáticos.
Continua depois da publicidade
Ainda acrescentou que, mesmo mantendo a abertura das relações, a Europa precisa focar em aumentar sua competitividade e soberania. Isso é vital para que o continente continue a desempenhar um papel essencial em partes críticas das cadeias globais de valor. Nesse sentido, ele citou a ASML e sua tecnologia de litografia – crucial para a produção em massa de chips – além da longa cooperação com a TSMC. Esse exemplo ilustra como empresas altamente especializadas na Europa e na Ásia podem se beneficiar mutuamente.