China Defende 'Não Interferência' Após EUA Rotularem PCC e CV
A recente classificação dos EUA de facções brasileiras como terroristas provoca reações na China, que reafirma sua política de não interferência externa.
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A porta-voz da China, Mao Ching, manifestou sua defesa em relação à política de "não interferência" externa, especialmente após os Estados Unidos classificarem as facções brasileiras Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas globais. Essa decisão faz parte de uma nova estratégia americana de defesa, que, na prática, busca reavivar a Doutrina Monroe no Hemisfério Ocidental, com o intuito de conter a crescente influência chinesa na região.
De acordo com a Casa Branca, essas facções brasileiras estariam envolvidas em ataques violentos contra civis e policiais, com atividades criminosas que, lamentavelmente, ultrapassam as fronteiras e chegam até o território dos Estados Unidos. O governo do presidente Lula, por sua vez, tentou negociar nos bastidores para evitar essa classificação de terrorismo, mas não foi informado previamente sobre a decisão final de Washington.
Mao Ching reiterou que a China defende, de forma consistente, a não interferência em assuntos internos de outros países. Essa declaração foi divulgada pelo Global Times, um jornal sob a supervisão do People’s Daily, que é o veículo oficial do Partido Comunista Chinês.
Além disso, a China confirmou que Mauro Vieira, o chanceler brasileiro, realizará uma visita oficial ao país entre os dias 31 de maio e 2 de junho. Vale destacar que as duas facções brasileiras foram rotuladas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir de 5 de junho, também receberão a classificação de “Organizações Terroristas Estrangeiras”.
Em um contexto mais amplo, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos lançou sua nova “Estratégia Nacional de Defesa dos EUA”, que visa garantir a plena dominância militar e comercial, abrangendo “do Ártico à América do Sul”. O ponto aqui é que o documento enfatiza que os Estados Unidos buscarão “paz por meio da força”, concentrando-se especialmente no combate ao que chamam de “narcoterrorismo”.