Cerca de 250 mil pessoas participam da Procissão das Velas em Fátima
A tradicional procissão no Santuário de Fátima reuniu multidões em um apelo à paz e reconciliação em tempos de crise global.

Na noite de terça-feira, cerca de 250 mil pessoas se reuniram no Santuário de Fátima para participar da tradicional Procissão das Velas. O patriarca de Lisboa, Rui Valério, presidiu a peregrinação e fez um apelo tocante sobre o estado atual do mundo, marcado por guerras, violência e divisões entre os povos. Ele enfatizou a urgência de curar e iluminar os corações humanos, pedindo que todos busquem o perdão, a reconciliação e a caridade.
“Não basta acender uma vela. Não basta receber luz. É preciso tornar-se luz”, afirmou o patriarca. Ele continuou com suas reflexões, lembrando que em Fátima, Nossa Senhora se manifesta de forma suave, sem alardes, como uma presença materna que traz esperança. “Ela vem ao encontro de um mundo ferido, como o nosso, e traz uma mensagem simples, mas exigente: oração, penitência, conversão e confiança em Deus”, acrescentou Rui Valério.
Essa foi a primeira vez que o patriarca liderou a Peregrinação Internacional Aniversária de Maio. Para ele, a procissão é um verdadeiro testemunho para o mundo, mostrando que a Igreja é um povo em movimento, que não desiste, não se resigna e continua acreditando que a luz sempre triunfa sobre as trevas.
Juntando-se a Rui Valério, estavam o bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas, o cardeal António Marto, bispo-emérito da mesma diocese, além de 22 bispos, 208 padres e 27 diáconos. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, também esteve presente nas celebrações.
Segundo informações do Santuário, muitos dos peregrinos estrangeiros vieram da Polônia, Itália, França, Brasil e México. A Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, que já acontece há 109 anos, chega ao fim nesta quarta-feira. Esta data também é significativa por marcar as aparições da Virgem Maria, reconhecidas pela Igreja Católica como mensagens de fé, oração e conversão espiritual. Além disso, 13 de maio é lembrada pelo atentado à vida do Papa João Paulo II, ocorrido na Praça de São Pedro, em Roma.
