Castlevania: O Retorno da Saga Clássica em 2026

Após mais de uma década de espera, Castlevania volta com Belmont’s Curse, prometendo reviver a essência do clássico metroidvania.

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Data de publicação original: 28/09/2026, 22:00. A franquia Castlevania, pioneira no gênero metroidvania, deixou uma marca indelével na história dos videogames, servindo de alicerce para uma geração inteira de jogos. Hoje, enquanto títulos como Hollow Knight, Blasphemous e Dead Cells se destacam, é impossível não reconhecer que tudo começou com a incansável busca do clã Belmont para derrotar Drácula e sua legião de demônios. Após um longo hiato de mais de dez anos, a Konami resolveu ressuscitar a série com Castlevania: Belmont’s Curse — um novo capítulo que promete resgatar o que há de melhor na saga, dentro do gênero que a consagrou. As expectativas dos fãs estão nas alturas, mas, por outro lado, também há um certo temor. Entre os altos e baixos, polêmicas e um caminho um tanto confuso, não é surpreendente que muitos se preocupem com a possibilidade de a empresa estragar uma fórmula que ela mesma ajudou a criar. No entanto, será que a Konami repetiria os erros do passado, especialmente depois de ter acertado com outra de suas franquias, Silent Hill? Aqui no Canaltech, vamos relembrar onde tudo parou em Castlevania e como o legado que perdura por décadas finalmente encontrará seu “lar” novamente em 2026.

Recapitulando Castlevania:

Você se recorda que Castlevania: Lords of Shadow 2, lançado em 2014, foi o último capítulo inédito da saga? Pois é, a Konami ficou 12 anos longe da caçada ao Drácula e ainda mais distante do próprio gênero, com pouquíssimo contato com suas raízes. Para não deixar os fãs completamente desamparados, a empresa fez algumas aparições pontuais. Personagens da saga apareceram em jogos como Dead Cells e V Rising, o que ajudou a manter a chama da esperança acesa com o passar dos anos. É seguro afirmar que, até os anos 1990, Castlevania estava “nadando de braçada” no mundo dos videogames. Desde a sua criação em 1986, a franquia presenciou duas aventuras icônicas na década seguinte: Super Castlevania IV, de 1991, e Castlevania: Symphony of the Night, de 1997. O jogo original, além de Castlevania III: Dracula’s Curse, de 1989, também deixou uma forte impressão em muitos jogadores. Este último, por sinal, serviu como inspiração para a narrativa das quatro temporadas da animação da Netflix. Ter uma sequência de títulos de sucesso em um intervalo tão curto realmente evidenciou a qualidade da Konami e do criador da franquia, Hideo Kojima. Contudo, a transição para novas gerações não foi fácil e teve um grande impacto na saga. Enquanto outras franquias, como Super Mario Bros, The Legend of Zelda e Final Fantasy, conseguiram fazer a migração para plataformas modernas com sucesso, a Konami segurou suas cartas até onde pôde.

É verdade que no PlayStation a série ainda manteve padrões elevados, apresentando entregas que, até hoje, são consideradas brilhantes. Entretanto, a mesma coisa não pode ser dita em relação às outras plataformas da época.

A Queda:

Enquanto muitos consideram Castlevania: Symphony of the Night uma obra-prima, a Konami decidiu seguir uma direção diferente ao lançar Castlevania 64, em 1999. O jogo trouxe mapas em 3D, ambientes para explorar e uma infinidade de inimigos, mas a tentativa não saiu como o esperado. Os desenvolvedores, sem experiência anterior em títulos 3D, enfrentaram uma série de desafios. Câmeras problemáticas, controles confusos e mapas que forçavam os jogadores a recomeçar em locais distantes foram o que muitos consideram o “início do fim” da série. Essa trajetória foi corrigida no PlayStation 2, com Lament of Innocence, em 2003, e Curse of...
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