Casos de sarampo em São Paulo chegam a 16 em agosto de 2026
Com 16 casos confirmados, São Paulo intensifica vacinação contra sarampo para prevenir a propagação da doença.
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São Paulo confirmou, nesta segunda-feira, dia 3 de agosto de 2026, o 16º caso de sarampo registrado no ano. Desse total, 13 pacientes estão na capital, enquanto dois são de São Bernardo do Campo e um de Guarulhos. Entre os afetados, há sete homens e nove mulheres. A maioria, com dez casos, são bebês com menos de um ano. Os outros casos envolvem adultos que têm entre 20 e 50 anos.
A Secretaria Estadual de Saúde destacou que a cobertura vacinal da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 77,5% na primeira dose e 65,5% na segunda. Para se ter uma ideia, a meta estipulada pelo Ministério da Saúde é de 95% para ambas as doses. Portanto, qualquer índice abaixo desse percentual aumenta o risco de a doença se espalhar.
Na prática, a Campanha Nacional de Multivacinação de 2026 começou no mesmo dia, 3 de agosto, e vai até 1º de setembro. O objetivo é aumentar a cobertura vacinal, incluindo a vacina contra o sarampo. Além disso, os três municípios que já registraram casos confirmados da doença implementarão uma estratégia adicional de vacinação, que abrangerá pessoas de 6 meses a 59 anos.
O sarampo, vale lembrar, é uma infecção viral aguda, altamente contagiosa e que pode ter consequências sérias, incluindo sequelas ou até a morte. Por isso, a vacinação é a principal forma de prevenção e controle da doença, e as vacinas estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualizado há 1 hora
A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou que, dos 23 casos de sarampo registrados no estado, 16 pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto. Além disso, dois casos são importados, e os demais estão relacionados a esses dois. A vacinação indiscriminada foi adotada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo devido ao risco de disseminação da doença, conforme orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, destacou a extrema contagiosidade do sarampo, que pode ser transmitido mesmo antes de o indivíduo manifestar sintomas. Ele enfatizou a importância de coberturas vacinais elevadas, acima de 95%, para controlar a doença. Kfouri também alertou sobre as complicações graves que o sarampo pode causar, como encefalite, pneumonia e amnésia imunológica, que pode deixar o sistema imunológico do paciente deprimido, facilitando outras infecções.
