
Casas Bahia (BHIA3) registra prejuízo de R$ 978 milhões no 2T2026
Resultados financeiros da Casas Bahia mostram queda acentuada, com medidas drásticas para reverter prejuízos e reestruturação em andamento.
Reprodução Redes Sociais
16/08/2026 - 11h08
Atualizado há 59 segundos
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A Casas Bahia (BHIA3) apresentou seu balanço na madrugada deste domingo (16), após adiar a divulgação em duas ocasiões. O resultado revelou um prejuízo líquido ajustado de R$ 978 milhões no segundo trimestre de 2026, marcando uma queda alarmante de 76,2% em comparação aos R$ 555 milhões negativos do mesmo período do ano passado.
Quando analisamos os números sem os ajustes, o prejuízo foi ainda mais significativo, alcançando R$ 10 bilhões no trimestre. Para efeito de comparação, no ano anterior, o prejuízo sem ajustes era equivalente ao ajustado, também somando R$ 555 milhões.
Recentemente, a empresa anunciou que pretende reduzir sua base de funcionários em 30%, conforme reportado por um jornal. Em resposta a essa medida, o sindicato está se preparando para solicitar a reintegração dos trabalhadores e a indenização por danos morais.
O balanço também revelou um leve aumento na receita bruta, que cresceu 1,6%, totalizando R$ 8,3 bilhões. O lucro bruto teve um crescimento de 10,9%, atingindo R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre. Contudo, as despesas dispararam 7.120%, saltando de uma perda de R$ 49 milhões para R$ 3,5 bilhões, o que contribui significativamente para o resultado negativo.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado caiu 9,4%, ficando em R$ 518 milhões. Já o Ebit, a métrica que reflete o lucro operacional, apresentou uma queda alarmante de 1.257,6%, passando de um lucro de R$ 283 milhões para um déficit de R$ 3,2 bilhões.
A companhia afirmou que está na fase 2 do seu Plano de Transformação, que tem como objetivo redimensionar a empresa, focando em canais e categorias que oferecem maior rentabilidade. "O plano previa uma fase de aceleração; no entanto, o cenário macroeconômico piorou, dificultando a implementação. Por isso, estamos voltando a uma postura mais conservadora, priorizando a geração de caixa e a rentabilidade", destacou a empresa em seu comunicado sobre os resultados.