Candidatos devem declarar todos os bens? Entenda as regras eleitorais
Descubra a importância da declaração de bens para candidatos e como isso promove a transparência nas eleições de 2026.
18/08/2026 05h27 Atualizado 12/08/2026
A declaração de bens é um passo essencial para o registro de candidaturas, promovendo a transparência em relação ao patrimônio dos políticos. Os cidadãos podem acessar essas informações na plataforma DivulgaCand, disponibilizada pela Justiça Eleitoral.
É importante notar que esse documento é uma autodeclaração; portanto, não é necessário que os valores reflitam o mercado atual dos bens. Além disso, salários, honorários e outros rendimentos não fazem parte dessa lista patrimonial.
Ao contrário do que acontece com o Imposto de Renda, a declaração eleitoral tem um foco claro: a publicidade do patrimônio atual. Um detalhe interessante é que ela limita o uso de recursos próprios em campanhas a 10%.
Caso haja erros na declaração, eles podem ser corrigidos. No entanto, omissões intencionais de bens são um assunto sério e podem ser investigadas pela Justiça Eleitoral, sendo tratadas como crime de falsidade ideológica.
Urna eletrônica — Foto: Reprodução/TV Globo
A declaração de bens é um dos requisitos obrigatórios para quem deseja se candidatar, permitindo que os eleitores conheçam o patrimônio das pessoas que estão concorrendo. Até o momento da publicação desta reportagem, cinco candidatos à Presidência da República já haviam oficializado suas candidaturas, e o patrimônio que declararam é o seguinte:
🔍 As informações são públicas e acessíveis através do DivulgaCand, a plataforma da Justiça Eleitoral.
O propósito dessa declaração é oferecer uma visão clara sobre o patrimônio dos candidatos. Especialistas destacam que isso também possibilita o acompanhamento da evolução patrimonial dos políticos e pode, em alguns casos, ajudar a identificar discrepâncias entre os bens declarados e outras informações financeiras.
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Os candidatos devem informar na declaração todos os bens que compõem seu patrimônio, incluindo imóveis, veículos, investimentos financeiros, ações e participações em empresas.
Por questões de segurança, detalhes que possam identificar ou localizar esses bens, como endereços de imóveis ou placas de veículos, não precisam ser especificados.
Existem ainda dois pontos cruciais a serem considerados sobre a declaração:
➡️ É uma autodeclaração. O candidato é responsável por informar seus bens à Justiça Eleitoral.
Porém, isso não significa que inconsistências ou omissões não possam ser questionadas. Se houver indícios de irregularidade, a Justiça Eleitoral pode investigar as informações fornecidas.
➡️ O valor declarado de um bem não precisa ser igual ao seu preço atual de mercado. Um imóvel adquirido há muitos anos, por exemplo, pode ser declarado pelo valor de compra, mesmo que hoje ele valha significativamente mais.
Portanto, a soma dos bens declarados não necessariamente reflete o montante que o candidato conseguiria obter caso decidisse vender todo o seu patrimônio.
É bom lembrar que salários, honorários e outros rendimentos não são incluídos na declaração, pois não constituem patrimônio.
Entretanto, valores que já fazem parte do patrimônio do candidato podem ser apresentados na forma de saldo em conta ou aplicações financeiras.
📍 Essa é uma das principais diferenças em relação à declaração do Imposto de Renda. A declaração enviada à Receita Federal tem uma finalidade fiscal e reúne informações sobre o patrimônio de forma distinta.
Atualizado há 8 horas
Cerca de 33,64% dos candidatos registrados para as eleições de 2026 declararam ao TSE não possuir nenhum bem. O grupo representa 6.933 políticos dos 20.608 inscritos. Entre os presidenciáveis, 2 dos 13 concorrentes declararam ausência de patrimônio. Na disputa para deputado federal, o índice é de 32,74%, caindo para 16,19% no Senado.
Entre os 13 presidenciáveis que pediram registro ao TSE, 2 disseram não ter bens a declarar. Além disso, a candidata a vice-presidente da UP, Raquel Brito, também declarou não ter nenhum bem.
Já entre os candidatos à Câmara dos Deputados, 32,74% não declararam bens, o equivalente a 2.500 dos 7.636 registrados. Para o Senado, a proporção cai para 16,19%, ou 51 dos 314 candidatos.
Na esfera estadual, entre os candidatos às assembleias legislativas, 35,57% afirmaram não ter bens a declarar. São 3.949 dos 11.103 inscritos. Esse é o cargo que concentra o maior número de candidaturas e também o maior número de vagas em disputa: 1.035.
Entre os 196 candidatos aos governos estaduais, 18,88% disseram não ter bens a declarar.