Candidatos com Multas Ambientais nas Eleições de 2026

Descubra como as multas ambientais impactam os candidatos às eleições 2026 e o que isso significa para o eleitorado.

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Candidatos com Multas Ambientais nas Eleições de 2026
Montagem - Arte/g1 (Reprodução/Instagram; Reprodução/Câmara Municipal de Rio Branco; Reprodução/TV Globo)

Um grupo de 14 candidatos que concorre nas eleições de 2026 acumula, impressionantemente, mais de R$ 100 milhões em multas ambientais aplicadas pelo Ibama e pelo ICMBio. A maioria desses autuados está ligada ao agronegócio na Amazônia, e sete deles têm suas infrações concentradas principalmente no Pará, em cidades como Altamira e São Félix do Xingu.

Na liderança dessa lista, encontramos Daniel Messac, que detém a maior parte das penalidades, totalizando R$ 60,6 milhões em multas no Pará. Por outro lado, José Lopes Junior se destaca pelo número de autuações, com 12 infrações registradas.

Levantamento da ASCEMA Nacional

Esse levantamento, realizado pela ASCEMA Nacional, revela que esses 14 candidatos, que incluem aspirantes a cargos como deputado estadual, federal, senador e até ao governo, individualmente têm pelo menos R$ 1 milhão em autuações. As infrações que resultaram nessas multas abrangem uma variedade de questões, como a destruição de vegetação nativa, desmatamento, exploração de áreas protegidas e operações poluidoras sem a devida licença.

Multas no Pará

Sete desses candidatos estão diretamente ligados a multas registradas no Pará, especialmente em regiões críticas como Altamira e São Félix do Xingu, que ficam dentro ou nas proximidades da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. Essa área é uma das mais afetadas pelo desmatamento ilegal nos últimos anos.

Curiosamente, há casos em que a cobrança das multas foi suspensa pela Justiça. Entre Daniel Messac, Ulisses Vieira e Tobias Laurindo, as autuações que têm a exigibilidade suspensa somam mais de R$ 54 milhões.

Inelegibilidade e Multas Ambientais

Vale ressaltar que, apesar de ter uma multa ambiental de grande valor, isso não torna um candidato inelegível. A multa é considerada uma sanção de natureza administrativa ou pecuniária, ou seja, um pagamento em dinheiro. Por si só, ela não gera inelegibilidade.

Para que um candidato seja considerado inelegível por questões ambientais, conforme a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990), é necessário que haja uma condenação criminal definitiva ou uma decisão de órgão colegiado por crime ambiental previsto em lei. Portanto, apenas ter uma infração ou multa administrativa não é suficiente.

A coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Cristiane Mazzetti, destaca que o eleitor deve refletir sobre o histórico do candidato em relação à agenda socioambiental, considerando isso uma informação relevante na hora de decidir seu voto.

O perfil dos candidatos multados é majoritariamente masculino, composto por empresários e profissionais do agronegócio, muitos deles oriundos de municípios localizados no arco do desmatamento amazônico.

A equipe do g1 tentou entrar em contato com todos os mencionados e incluiu as respostas recebidas na matéria, mantendo o espaço aberto para novas manifestações.

Por fim, Daniel Messac de Morais, que é candidato a deputado estadual pelo Mobiliza em Goiás e servidor público federal, lidera essa lista com quatro autuações, totalizando R$ 60,7 milhões.

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