Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro no 2º Turno: Conflitos e Estratégias
Análise das estratégias eleitorais de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, destacando os ataques mútuos e a busca por novos eleitores.
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DATA DE PUBLICAÇÃO ORIGINAL: 18/10/2026, 12:00
Um levantamento feito pelo g1 revela que, no segundo turno das eleições, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro se concentraram em ataques mútuos e em temas fundamentais. O foco de Lula foi explorar o receio da possível vitória de seu adversário, enquanto Flávio Bolsonaro intensificou o discurso em torno da 'mudança', tentando conquistar eleitores que estão descontentes.
Recentemente, na sexta-feira, dia 16, a discussão sobre a escala 6x1 ganhou destaque estratégico, especialmente depois que Flávio mudou sua posição e passou a votar a favor dessa proposta no Senado.
De acordo com os dados coletados pelo g1, que se baseiam nas inserções de propaganda eleitoral na rádio entre 8 e 15 de outubro, tanto Lula (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) utilizaram suas estratégias para atacar o outro, além de destacarem questões como o 'fim da escala 6x1' e a ideia de 'mudança'.
Nos discursos de Flávio, os termos mais recorrentes foram 'Brasil', que apareceu 29 vezes; 'Flávio', com 22 menções; e 'Lula', 18 vezes. No caso da campanha de Lula, os destaques foram 'Lula', que teve 23 ocorrências; 'Flávio', com 16; e 'fim da escala 6x1', que apareceu 15 vezes.
As peças publicitárias analisadas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram veiculadas durante a semana mencionada. Durante o segundo turno, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV é dividida em dois formatos: o horário eleitoral, que ocorre por 10 minutos de segunda a sábado, e as inserções, que são distribuídas ao longo da programação, variando entre 30 segundos e 1 minuto.
Flávio apresentou um total de 15 inserções inéditas, somando 1.199 palavras. Lula, por sua vez, teve 17 inserções, sendo 10 originais e 7 repetidas, totalizando 1.415 palavras. Vale ressaltar que a análise excluiu conectivos, artigos, preposições e verbos sem contexto.
Nas transcrições das propagandas, as referências ao próprio nome e ao número de urna foram feitas dentro do contexto da campanha, como 'Vote Lula, vote 13' ou 'Flávio 22'.
A estratégia da campanha de Lula, que no primeiro turno focou no legado de seu último mandato, agora com o segundo turno se volta para o temor que a eleição de Flávio pode suscitar em parte do eleitorado. A equipe de Lula, após perceber que estava atrás de seu adversário, decidiu recalibrar sua abordagem.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada na quarta-feira, dia 14, aponta que o medo da volta da família Bolsonaro ao poder é igual ao temor da reeleição de Lula, ambos com 43% de preocupações entre os eleitores.
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Por outro lado, a campanha de Flávio busca reforçar a ideia de 'mudança' e conquistar o apoio de eleitores descontentes com o governo Lula. A frase 'O Brasil quer mudança' se tornou o principal lema do candidato do PL, sendo usada em discursos e propagandas. Aliados de Flávio indicaram que, nesta reta final da campanha, a estratégia é intensificar essa mensagem para atrair mais eleitores.
Atualizado há 2 horas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se enfrentam pela primeira vez na noite deste domingo (18), a partir das 20h, no debate da Band, em São Paulo. O confronto terá duração aproximada de 1h40 e é visto como estratégico para as duas campanhas na disputa pela Presidência, em um cenário acirrado, com Lula e Flávio empatados nas pesquisas de intenção de voto do Datafolha e da Quaest.
Flávio passou para o segundo turno à frente de Lula, com uma vantagem de menos de dois pontos percentuais. O senador teve 47,03% dos votos e o presidente, 45,16%. Foi uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, Flávio tem 47% das intenções de voto e Lula, 45%. Os dois estão em empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Eleitores indecisos somam 2% e votos em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos são 6%.
Atualizado há menos de 1 hora
Agora no g1, as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotaram táticas distintas após um primeiro turno acirrado. Lula intensificou sua presença nas ruas e nas redes sociais, contando com o apoio de André Janones, enquanto Flávio Bolsonaro optou por uma abordagem mais cautelosa, reduzindo sua exposição para evitar erros na reta final.
Independentemente do resultado, o próximo presidente enfrentará um cenário econômico desafiador, que exigirá ajustes nas contas públicas e decisões estratégicas sobre onde concentrar o capital político.
Se Flávio Bolsonaro for eleito, ele terá de lidar com a situação judicial de Jair Bolsonaro e os embates com o STF, além dos desafios de governar. Já Lula enfrentará a dificuldade de negociar sua agenda com um Congresso majoritariamente conservador.
Após a eleição, o novo presidente precisará enfrentar um cenário econômico que exigirá ajustes e reorganização das contas públicas, confrontando promessas de campanha com a realidade fiscal.
Atualizado há 3 horas
Um levantamento do g1 revela que Lula e Flávio Bolsonaro concentraram suas campanhas no Sudeste, região que abriga 41,78% do eleitorado nacional. Durante o segundo turno, ambos os candidatos otimizaram suas agendas para visitar mais de uma cidade por dia, com Lula percorrendo oito estados e o Distrito Federal, enquanto Flávio visitou nove estados e o Distrito Federal. No encerramento da campanha, Flávio participará de eventos em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, e Lula realizará ações em Copacabana e na Avenida Paulista. Essa estratégia de focar nos maiores colégios eleitorais consolida a tendência observada no primeiro turno, priorizando São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.