Caminhos da Reportagem: O Futuro dos Combustíveis Renováveis
No episódio de hoje, TV Brasil discute as inovações em combustíveis sustentáveis, como biometano e hidrogênio verde, em um cenário promissor no Brasil.
© TV Brasil
O premiado programa "Caminhos da Reportagem" vai ao ar na próxima segunda-feira, dia 25, com um episódio que promete instigar a reflexão: "O Futuro dos Combustíveis". Neste episódio, o foco está nas vantagens dos projetos que deixaram para trás as fontes fósseis e estão abraçando a energia renovável no Brasil. A atração será exibida às 23h na TV Brasil, a emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Entre os combustíveis que estão sendo chamados de “do futuro” – mas que já são uma realidade em muitos lugares – estão o biometano, o e-metanol e o hidrogênio verde. O que eles têm em comum? Todos são produzidos a partir de fontes de energia renováveis, como a solar e a eólica, e, mais importante, não poluem o meio ambiente.
Para se aprofundar nessa temática, a equipe do programa visitou o Porto de Suape, em Pernambuco. Durante a visita, o diretor de Sustentabilidade e Inovação do complexo, Sóstenes Alcoforado, destacou: “Hoje, 39% da energia que Suape consome é renovável. A nossa meta é chegar até agosto, no máximo setembro, a 50% e, no ano que vem, alcançar 100% de energia renovável.”
No porto, há uma empresa dinamarquesa que se dedica ao desenvolvimento do e-metanol. Thiago Arruda, representante no Brasil da European Energy, esclarece: “É a mesma moléula do metanol produzido com fontes fósseis, mas a diferença é que o e-metanol é feito com fontes renováveis.” Este combustível deve ser utilizado para abastecer navios que navegam pelos oceanos do mundo.
Outra parceria em andamento, desta vez com uma companhia da Finlândia, visa substituir o óleo diesel nas usinas térmicas por etanol. “Temos aqui uma solução para o sistema interligado nacional que gera potência e consome combustível renovável, o que é o melhor dos mundos para a nossa situação”, afirma José Faustino Cândido, diretor técnico do projeto.
A escolha de um porto no Nordeste não é aleatória. A região se destaca por seus ventos constantes, pelo menos 300 dias de sol por ano e uma abundância de fontes de energia renováveis. Fernanda Delgado, CEO da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, comenta: “O Nordeste é o maior cenário de possibilidades que temos para essa nova indústria. Todos os fundamentos mercadológicos mais sólidos e promissores estão aqui.”
Os especialistas apontam o hidrogênio verde como uma grande aposta para o futuro. Produzido a partir de fontes sustentáveis, ele se destaca como uma solução limpa. Mariana Espécie, chefe da Assessoria Especial do Ministério de Minas e Energia, observa: “Sem dúvida, é a solução que mais tem ganhado destaque. Temos visto muitos projetos sendo anunciados, especialmente no Nordeste, com o objetivo de produzir hidrogênio verde e promover a descarbonização.”
Embora o Nordeste tenha uma concentração significativa de recursos, esses novos combustíveis não estão restritos apenas a essa região. Em Brasília, por exemplo, começou a circular em março deste ano o primeiro ônibus do Brasil movido a hidrogênio verde. Enquanto isso, na cidade paulista de Jacareí, uma fábrica de vidros já está utilizando esse combustível.
E, ainda dentro do contexto dos combustíveis do futuro que já estão presentes em nosso cotidiano, o biometano, que é gerado a partir do gás capturado em aterros sanitários, também está sendo distribuído.
