Câmara Legislativa Homenageia Corais de Música Sacra do DF

Sessão solene destaca a importância cultural e espiritual dos corais no DF, promovendo valores cristãos e a tradição musical.

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Foto: Jacó Rodrigues Santiago/ADTAG

Uma merecida homenagem está prestes a acontecer, destacando a valiosa contribuição dos Corais Excelso, Vozes Angelicais e Ágape na promoção da música coral e na disseminação de valores cristãos aqui no Distrito Federal.

Na próxima segunda-feira, dia 31, às 19h, a Câmara Legislativa realizará uma sessão solene intitulada "O Evangelho em Louvor: Proclamando Jesus Cristo por meio da Música". Essa iniciativa é do deputado Eduardo Pedrosa, do União, que reconhece a importância desses grupos para a comunidade.

Segundo o deputado, esses corais têm se dedicado a "promover a música coral, preservar o canto sacro e espalhar valores de fé, esperança, solidariedade e fraternidade entre os cidadãos". Ele também ressalta a relevância histórica e cultural que esses corais representam.

"Mais do que meras expressões artísticas ou religiosas, eles se tornaram referências fundamentais para suas comunidades. Mantêm viva uma tradição que atravessa gerações e contribui significativamente para a formação musical, social e humana de muitos", afirma Pedrosa.

A cerimônia, marcada para acontecer na Sala de Comissões Deputado Juarezão, é um reconhecimento a um patrimônio cultural que foi construído ao longo de muitas décadas. "Essa solenidade é uma celebração justa das contribuições espirituais, culturais e sociais desses grupos. Estamos reconhecendo o legado deixado por seus fundadores, regentes, músicos e coristas, além da importância contínua de seu trabalho na preservação da tradição coral e do rico patrimônio cultural e religioso do nosso Distrito Federal", complementa o parlamentar em sua justificativa para o evento.

E para quem quiser acompanhar, a sessão solene será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo), além do canal no YouTube da emissora.

Atualizado há 13 horas

Ao final da sessão solene, o público presente pôde acompanhar a apresentação musical conjunta dos corais na área externa da CLDF. A mesa diretora dos trabalhos foi presidida por Eduardo Pedrosa e composta pela maestrina Nair Teixeira Silva, do Coral Ágape, pelo pastor e segundo maestro Israel Ronner Nunes, do Coral Excelso, pela primeira maestrina Shirley Souza da Silva, do Coral Excelso, e pelo segundo maestro Rômulo Benício Barbosa, do Coral Vozes Angelicais. A cerimônia contou com a execução solene do Hino Nacional Brasileiro e com a entrega de moções de louvor assinadas pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), a dezenas de coristas que se destacaram no canto sacro. O deputado Eduardo Pedrosa destacou que o surgimento e a consolidação dos três corais homenageados estão diretamente entrelaçados com a história de Brasília e com a ocupação da capital por trabalhadores pioneiros, conhecidos como candangos. Segundo o deputado, muitos desses trabalhadores, de confissão cristã evangélica, erguiam templos de madeira provisórios onde cultuavam e proclamavam a palavra de Deus por meio do canto sagrado. “Cada uma dessas instituições musicais traz uma trajetória rica de serviço comunitário e dedicação que atravessa gerações”, afirmou. O Coral Vozes Angelicais, por exemplo, nasceu em um templo de madeira no Núcleo Bandeirante e se desenvolveu de forma contínua junto à Assembleia de Deus Ministério Madureira de Brasília, tornando-se referência pelas apresentações e cantatas de Natal encenadas na Catedral Baleia. Com apresentações que já cruzaram o país por estados como Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Rio de Janeiro, o grupo conta atualmente com mais de 60 coristas sob a regência do maestro Fábio Silva Alves. Por sua vez, o Coral Excelso, fruto da Catedral das Assembleias de Deus do Gama, teve início em um modesto barracão de madeira erguido no Setor Leste com o apoio solidário de fiéis do Núcleo Bandeirante e da Vila IAPI. O grupo cresceu sob as regências históricas dos maestros Pedro Miguel da Silva e José Maria Moreira, tornando-se notório por sua qualidade técnica e por revelar músicos de destaque com atuação no cenário nacional e internacional. Já o Coral Ágape surgiu na Primeira Igreja Batista de Ceilândia, cuja história remonta à transferência da congregação do Núcleo Bandeirante para a nova região administrativa. Fundado pelo pastor Argio Bandeira, o grupo passou pela regência da missionária Ângela Aparecida Alcântara Ribeiro e, posteriormente, foi assumido pela maestrina Nair Teixeira Silva, que segue na liderança de seus quinze coristas. O maestro Rômulo Benício observou que a atividade do canto funciona como um catalisador de convivência humana saudável, ressaltando que os ensaios representam grandes momentos de diversão e troca mútua entre os integrantes. Shirley Souza da Silva corroborou essa visão, pontuando que o canto coral funciona como um espaço de acolhimento e união de diferentes gerações, reunindo desde crianças e jovens até a terceira idade. O tema da saúde mental e do poder terapêutico da música foi abordado com profundidade durante a solenidade. A maestrina Nair Teixeira Silva relatou o impacto positivo do coral na vida de participantes que relatam alívio de dores físicas, depressão e crises emocionais agudas, funcionando inclusive como uma importante barreira contra sentimentos de desistência.

Atualizado há 22 horas

O Coral Vozes Angelicais, por exemplo, nasceu em um templo de madeira no Núcleo Bandeirante e se desenvolveu de forma contínua junto à Assembleia de Deus Ministério Madureira de Brasília, tornando-se referência pelas apresentações e cantatas de Natal encenadas na Catedral Baleia. Com apresentações que já cruzaram o país por estados como Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Rio de Janeiro, o grupo conta atualmente com mais de 60 coristas sob a regência do maestro Fábio Silva Alves.

Por sua vez, o Coral Excelso, fruto da Catedral das Assembleias de Deus do Gama, teve início em um modesto barracão de madeira erguido no Setor Leste com o apoio solidário de fiéis do Núcleo Bandeirante e da Vila IAPI. O grupo cresceu sob as regências históricas dos maestros Pedro Miguel da Silva e José Maria Moreira, tornando-se notório por sua qualidade técnica e por revelar músicos de destaque com atuação no cenário nacional e internacional.

Já o Coral Ágape surgiu na Primeira Igreja Batista de Ceilândia, cuja história remonta à transferência da congregação do Núcleo Bandeirante para a nova região administrativa. Fundado pelo pastor Argio Bandeira, o grupo passou pela regência da missionária Ângela Aparecida Alcântara Ribeiro e, posteriormente, foi assumido pela maestrina Nair Teixeira Silva, que segue na liderança de seus quinze coristas.

O tema da saúde mental e do poder terapêutico da música foi abordado com profundidade durante a solenidade. A maestrina Nair Teixeira Silva relatou o impacto positivo do coral na vida de participantes que relatam alívio de dores físicas, depressão e crises emocionais agudas, funcionando inclusive como uma importante barreira contra sentimentos de desistência.

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