Câmara Aprova Acordos com França e China para Cinema Brasileiro
Parcerias ampliam coproduções, atualizam regras do setor e seguem agora para análise do Senado

Na última quinta-feira, dia 19, o Plenário da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar dois acordos internacionais que podem transformar o cenário do audiovisual brasileiro. Essas propostas, que envolvem coproduções com a França e a China, agora seguem para análise no Senado Federal. O ponto aqui é que esses textos reconhecem como nacionais, nos respectivos países, as obras que forem realizadas em parceria.
Na prática, essa aprovação significa mais acesso a políticas públicas, incentivos e mecanismos de financiamento, além de impulsionar a circulação internacional das produções brasileiras. Por um lado, o acordo com a França vem para atualizar e ampliar regras que já estavam em vigor, adaptando-se às novas demandas do setor. Por outro lado, o tratado com a China estabelece critérios que podem garantir uma presença mais sólida do Brasil em um dos maiores mercados audiovisuais do planeta.
Olhando especificamente para o acordo com a França, ele moderniza o tratado anterior, agora incluindo obras voltadas para a internet e a televisão. Isso reflete bem a crescente importância das plataformas digitais. Já no que diz respeito ao acordo com a China, ele define aspectos como a participação financeira, a composição das equipes técnicas e a divisão de receitas, sempre de forma proporcional aos investimentos de cada país.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que essa aprovação representa um avanço crucial na estratégia de internacionalização do audiovisual brasileiro. Para ela, a ampliação dessas parcerias pode abrir novas oportunidades para produtores, realizadores e profissionais do setor, além de contribuir para a diversidade e a competitividade do audiovisual brasileiro no exterior.
Vale ressaltar que esses acordos não trazem custos diretos para o Estado brasileiro e servirão como uma base sólida para futuros contratos entre produtoras e instituições dos países parceiros. A expectativa é de que, após a aprovação no Senado, essas medidas ajudem a impulsionar a economia criativa, ampliando o alcance das produções nacionais e fortalecendo a presença do Brasil no mercado global.
