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Calor intenso e granizo: clima extremo na Europa em julho de 2026
Incêndios florestais na Espanha e tragédias na França destacam a severidade das condições climáticas na Europa, com temperaturas extremas e granizo na Croácia.
Manon Cruz/Reuters
Nesta terça-feira, os bombeiros estão engajados em um intenso combate ao maior incêndio florestal do ano na Espanha. Enquanto isso, na França, a tragédia se abateu sobre os brigadistas, com a morte de dois deles enquanto lutavam contra as chamas no sudoeste do país. Este cenário se desenrola em meio a uma onda de calor que afeta toda a Europa, trazendo consigo condições climáticas cada vez mais imprevisíveis neste verão. Estamos falando de temperaturas extremas, secas prolongadas e até previsões de severas tempestades de granizo.
As fatalidades na França ocorreram nas proximidades de um aeroporto na região da Gironda, que permanece sob alerta elevado para incêndios. O ministro do Interior, Laurent Nunez, destacou a gravidade da situação. Vale lembrar que, apenas duas semanas atrás, um bombeiro perdeu a vida em Savoia, nos Alpes, em um incidente semelhante.
Na Espanha, a província de Guadalajara está enfrentando um incêndio florestal que, impressionantemente, já dura seis dias fora de controle. Isso resultou na evacuação de mais de 1.200 moradores da área afetada. As temperaturas na região ultrapassam os 40ºC, o que torna a luta contra o fogo ainda mais desafiadora. Este incêndio ocorre menos de duas semanas após a Espanha ter enfrentado uma onda de incêndios florestais que resultou em 13 mortes, perto de Bedar, na província de Almería, a tragédia mais devastadora em décadas.
A Europa, como sabemos, é o continente que mais rapidamente está aquecendo. Somente este ano, já enfrentamos três ondas de calor. O calor extremo também teve um impacto direto no número de mortes registradas nos meses de maio e junho.
Mudando para o Reino Unido, a operadora do sistema hídrico está prestes a impor restrições quanto à disponibilidade de água na região metropolitana de Londres, onde vivem mais de 10 milhões de habitantes. A Thames Water deve aconselhar a proibição do uso de mangueiras e de outros dispositivos externos considerados não essenciais, como os sprinklers de jardinagem, numa tentativa de preservar o fornecimento de água.
Até julho, a Inglaterra recebeu apenas 3% da quantidade de chuvas esperadas para esta época do ano. No sul e no leste do país, não houve precipitação até agora, marcando o período mais seco desde meados da década de 1990, segundo dados de uma agência do governo.
Avançando para o sudeste da Europa, autoridades na Grécia emitiram recomendações para que os residentes permaneçam em casa, com temperaturas que podem atingir 40ºC. Um monitor da Reuters, que fornece informações em tempo real, indicou que a temperatura média na Europa Ocidental alcançou 26,3ºC nesta terça-feira, ou seja, 2,7ºC acima das máximas médias para esta estação, conforme registros entre 1961 e 1990.
Por fim, na Sérvia, o nível do rio Danúbio despencou para a mínima desde 1946, afetando tanto a navegabilidade quanto a capacidade de carga transportada, conforme relataram autoridades locais. Na região oeste dos Balcãs, alertas foram emitidos para tempestades de granizo como consequência da atual onda de calor. O impacto já é visível, com relatos de pessoas levemente feridas em Rovinj, na costa norte da Croácia, devido a uma tempestade de granizo.


