Caiado Critica Cury em Meio a Crescimento nas Pesquisas

Caiado Critica Cury em Meio a Crescimento nas Pesquisas

Ronaldo Caiado questiona a experiência política de Augusto Cury após o autor saltar nas intenções de voto, acirrando a disputa presidencial.

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Reprodução Redes Sociais

03/09/2026, 14h07 Atualizado em 03/09/2026, 14h09

O clima esquentou na corrida presidencial. Ronaldo Caiado, do PSD, começou a mirar suas críticas diretamente em Augusto Cury, do Avante, após o escritor ultrapassar Caiado nas pesquisas de intenção de voto. Durante uma sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, Caiado questionou a falta de experiência política de Cury, ressaltando que é complicado imaginar alguém que nunca ocupou um cargo eletivo “aprender” a governar logo na Presidência da República.

“Com todo respeito ao candidato Cury, que é uma pessoa respeitada e reconhecida, mas a verdade é que você vai ter que enfrentar um Congresso Nacional. E é preciso ter a mesma condição de independência em relação ao Supremo Tribunal Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao Tribunal de Contas da União”, afirmou Caiado.

Quando perguntado se este seria o momento certo para apostar em alguém sem experiência política, Caiado não hesitou: “É difícil imaginar uma pessoa que não passou por nenhuma das etapas aprender a governar na cadeira da Presidência da República, especialmente diante de um quadro tão grave como o nosso.”

Essa mudança de tom acontece logo após Cury assumir a terceira posição nas pesquisas divulgadas nesta semana. Na pesquisa da Quaest, divulgada ontem, Cury saltou de 2% para 10% nas intenções de voto, enquanto Caiado viu sua popularidade cair de 4% para 1%.

Caiado usou sua trajetória de 40 anos na vida pública como um trunfo, lembrando seu histórico como deputado, senador e governador de Goiás.

O que se percebe aqui é uma mudança significativa na abordagem de Caiado. No início da semana, ele havia tratado o crescimento de Cury como um indício de que a disputa poderia abrir espaço para candidatos fora da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Naquela ocasião, Caiado disse que “a população brasileira não quer mais esse nem-nem. Nem Lula, nem Flávio” e expressou sua crença de que um candidato do chamado “segundo pelotão” poderia chegar ao segundo turno, torcendo para que esse nome fosse o seu.

Além disso, já no começo da semana, Caiado havia defendido a experiência política como um diferencial, embora não tenha mencionado Cury diretamente.

A campanha de Cury, procurada pelo Valor, ainda não havia se manifestado até o fechamento desta matéria.

Atualizado há menos de 1 hora

O crescimento de Cury nas pesquisas e nas redes sociais levantou suspeitas entre adversários sobre eventual uso irregular de influenciadores para promover sua candidatura. Alguns perfis que publicaram conteúdos favoráveis a Cury também são investigados pela Polícia Federal (PF) por suspeita de pagamentos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Cury nega ter pago influenciadores e diz que a mobilização é espontânea.

Caiado disse acreditar que o início da propaganda eleitoral na televisão poderá ajudá-lo a recuperar espaço. Segundo ele, seus dois minutos no horário eleitoral permitirão que o eleitorado conheça melhor sua trajetória. O candidato voltou a se apresentar como alternativa a Lula e Flávio, afirmando que os dois líderes das pesquisas têm “muito a explicar” diante das recentes denúncias e controvérsias.

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