Caças Franceses Chegam para Proteger o Espaço Aéreo do Báltico
Pilotos franceses se juntam à missão da NATO na Lituânia, intensificando a segurança do espaço aéreo no Báltico após tensões com a Rússia.
Um grupo de pilotos franceses chegou à Lituânia para se integrar à Missão de Proteção do Céu Báltico da NATO. Desde 2004, os aliados têm se revezado no controle do espaço aéreo, após a adesão dos Estados Bálticos à aliança. A partir de 2014, especialmente após a anexação da Crimeia pela Rússia, a intensidade dessa operação cresceu de forma notável. Nesta missão, os franceses trouxeram quatro caças Rafale para a base aérea de Siauliai, onde se juntam a pilotos portugueses e romenos, que, nos próximos meses, estarão encarregados de proteger os céus do Báltico.
"É absolutamente essencial para nós que não haja uma escalada", afirma o comandante da ala aérea francesa. "Estamos aqui em defesa. Nossa função é observar a situação. Por isso, manteremos uma distância segura, ajustando nossas ações para garantir que não haja escalada e que não criemos situações indesejáveis". Desde 2022, houve um aumento significativo no número de intercepções de aviões russos nas fronteiras, especialmente aqueles que violam o espaço aéreo do Báltico. Segundo oficiais da NATO, caças, aviões de reconhecimento e bombardeiros russos frequentemente não comunicam seus planos de voo aos controladores de tráfego aéreo estrangeiros, além de desligarem os respondedores que ajudariam na identificação das aeronaves.
Na terça-feira, por exemplo, os aviões da NATO, incluindo os Rafales franceses, escoltaram dois bombardeiros supersónicos Tu-22M3 da Força Aérea russa sobre águas neutras do Báltico. "Para os franceses, a Rússia pode parecer uma ameaça distante", comenta um oficial francês. "Mas se ela ultrapassar as fronteiras da NATO, o conflito tomará uma dimensão completamente diferente. Nesse sentido, a França, como membro da NATO, precisa estar na linha de frente".