Brent se aproxima de US$ 100 com tensões no Estreito de Ormuz

Brent se aproxima de US$ 100 com tensões no Estreito de Ormuz

A escalada militar entre EUA e Irã impacta os preços do petróleo, com Brent alcançando US$ 97,26. Entenda os riscos e as implicações do conflito.

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Reprodução Redes Sociais

Atualização em 07/09/2026, às 10h18

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O petróleo iniciou a semana em alta, com investidores focando nos riscos de novas restrições no transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz. Esta região enfrenta uma escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã, embora uma parte significativa do petróleo produzido no Golfo ainda consiga chegar ao mercado internacional.

Por volta das 10h10 desta segunda-feira (7), o Brent com entrega em novembro subia 1,40%, alcançando US$ 97,26 o barril na ICE. Já o WTI para outubro registrava um aumento de 0,84%, sendo negociado a US$ 92,25 na Nymex.

A pressão sobre os preços aumentou após uma nova onda de ataques no fim de semana. No sábado, forças americanas atingiram três petroleiros iranianos em resposta a disparos de mísseis balísticos do Irã contra dois navios de guerra dos EUA. Apesar da tensão, segundo o Comando Central americano, as embarcações não foram atingidas e não houve feridos.

Outro incidente envolvendo um navio comercial foi relatado pelo Omã, que informou ter resgatado 16 tripulantes do petroleiro Sidr, de propriedade saudita, após um ataque atribuído ao Irã.

Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 apresentava uma leve queda de 0,07%, marcando 649,43 pontos.

As tensões renovadas entre os EUA e o Irã durante o fim de semana mantêm o aumento nos preços do petróleo em destaque. A sequência de incidentes gera preocupação em relação ao Estreito de Ormuz, que historicamente é responsável pelo trânsito de cerca de 20% da oferta mundial de petróleo. O Irã, por sua vez, ameaçou estabelecer uma nova área de navegação restrita em meio ao confronto.

Apesar das interrupções e ataques, os carregamentos dos produtores árabes continuam a atravessar a região. O Wall Street Journal informou na semana passada que os EUA estão ajudando esses países a manter o escoamento por Ormuz, ao mesmo tempo em que o bloqueio naval americano impede as exportações iranianas pelo Golfo Pérsico desde julho.

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Além disso, o posicionamento dos investidores também mudou diante do agravamento do conflito. Na semana passada, as posições líquidas compradas em Brent aumentaram, mas esse movimento ocorreu principalmente porque os operadores reduziram suas apostas na queda da commodity, e não devido a uma entrada significativa de novas posições esperando por preços mais altos.

Fora do Oriente Médio, a oferta ganhou um sinal de estabilidade no domingo, com integrantes da Opep e aliados decidindo manter os atuais níveis de produção em outubro, interrompendo uma sequência de seis meses de aumentos.

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