BRB e PF: R$ 1,1 bi em créditos atrasados geram alerta

BRB e PF: R$ 1,1 bi em créditos atrasados geram alerta

Relatório da Polícia Federal revela indícios de irregularidades no BRB, com R$ 1,1 bilhão em créditos atrasados, destacando a gravidade da situação.

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de 19 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Na última quarta-feira (28), a Polícia Federal (PF) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório que revela 15 indivíduos suspeitos de irregularidades envolvendo os bancos Master e BRB. O documento destaca que a ex-diretora Luana de Andrade Ribeiro alertou a administração do BRB sobre a existência de R$ 1,1 bilhão em créditos atrasados, oriundos do Banco Master, evidenciando a gravidade da situação. A PF também solicitou um prazo adicional de 60 dias para concluir suas investigações, enquanto advogados de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa contestam os fundamentos dos indiciamentos, sublinhando a complexidade do caso. Luana, que ocupava o cargo de diretora executiva de Controle e Riscos no BRB, havia enfatizado à cúpula do banco os problemas nas carteiras de crédito adquiridas do Banco Master. O relatório da PF aponta que os créditos estavam com atraso superior a 15 dias, totalizando R$ 1,1 bilhão. Além disso, a área de Riscos não recebeu as averbações dos contratos, documentos essenciais para confirmar a natureza consignável dos créditos. Apesar de falhas documentais, as transações foram aprovadas. Em uma mensagem enviada em 12 de fevereiro de 2025, Luana expressou suas preocupações sobre a operação, descrevendo-a como uma “colcha de retalhos”, e ressaltou a dificuldade em reunir todas as condições necessárias em um único parecer. A investigação também revela que Luana enfrentava pressão hierárquica para finalizar seu trabalho. Mesmo com lacunas na documentação, Luana informou que o parecer tinha sido aprovado, e a PF menciona que ela assinou relatórios sobre a deterioração da liquidez do BRB, mas ainda assim votou a favor de novas operações de crédito. Importante notar que a questão dos R$ 1,1 bilhão não foi o único alerta sobre problemas nas carteiras adquiridas pelo BRB. Em 2024, a diretoria já havia sido avisada sobre falhas nas operações com créditos do Banco Master, com um gerente informando que cerca de 90% da carteira recebida apresentava problemas. Apesar das falhas identificadas, as operações entre as duas instituições continuaram. A PF também enviou ao STF um relatório parcial sobre o inquérito que investiga esquemas relacionados ao Banco Master e ao BRB, com mais de 700 páginas e 15 suspeitos de condutas ilegais.

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