
Brasil se Destaca como Polo de Produção de Jogos AAA em 2026
Com demissões em massa no setor, desenvolvedoras brasileiras ganham destaque global em jogos AAA, impulsionadas pelo outsourcing.
Reprodução Redes Sociais
A indústria de games no Brasil está passando por um momento de transformação e amadurecimento. Se essa tendência continuar, em breve poderemos nos deparar com jogos de grande porte, semelhantes a títulos aclamados como Hollow Knight: Silksong ou Clair Obscur: Expedition 33. O que muitos talvez não percebam é que já existem desenvolvedoras brasileiras atuando em grandes produções AAA, principalmente através do outsourcing. Essa abordagem tem se mostrado estratégica para que esses estúdios consigam levantar recursos e, assim, investir em suas próprias criações.
Um exemplo claro disso é a Kokku, uma desenvolvedora de Recife que já colaborou em projetos renomados, como Horizon Forbidden West e Call of Duty. Isso ilustra a importância do Brasil no cenário global de desenvolvimento de jogos. De acordo com uma pesquisa da Epyllion, divulgada no começo deste ano, cerca de 35,5% do investimento total em conteúdo dos desenvolvedores foi direcionado para a terceirização do desenvolvimento.
Embora essa prática seja bastante comum, ela também traz alguns desafios. Em várias ocasiões, foi criticada por explorar mão de obra de mercados emergentes, visando a redução de custos. No entanto, o crescimento do outsourcing no Brasil tem chamado a atenção de empresas estrangeiras, permitindo que nosso mercado ganhe visibilidade no cenário global.
Os ganhos financeiros obtidos por meio de serviços de desenvolvimento externo e co-desenvolvimento têm possibilitado que estúdios como Kokku, Diorama e Pulga Studios se firmem nesse modelo. Na gamescom Latam 2026, essa tendência foi evidente, com grandes nomes da indústria, como a Nintendo, manifestando interesse não só em contratar esses serviços, mas também em publicar jogos aqui no Brasil.
Contudo, é importante refletir sobre o impacto dessas oportunidades. Elas podem, de fato, se tornar um desafio para estúdios que operam tanto com o desenvolvimento externo quanto com suas próprias propriedades intelectuais. Isso gera uma necessidade de equilibrar diferentes habilidades e expectativas entre as equipes internas, um aspecto que merece atenção.
