Brasil Gera 121,3 Mil Novos Empregos em Setembro de 2026
Dados do Caged mostram aumento de 24,7% nas contratações em setembro, mas queda de 43,5% em relação ao ano passado.

Os dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foram divulgados nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026. Em setembro, o Brasil gerou 121,3 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, refletindo a diferença entre contratações e demissões no mês. Comparado a agosto, quando o país havia criado 161 mil empregos, esse saldo representa um aumento de 24,7%. No entanto, em relação a setembro de 2025, a criação de empregos caiu 43,5%, devido aos juros elevados e à desaceleração econômica. No mesmo mês do ano passado, foram registrados 214,6 mil novos postos de trabalho, considerando correções para declarações entregues fora do prazo. Este foi o pior resultado de setembro desde 2020, e a nova metodologia do Caged impede comparações com dados anteriores a este ano. De janeiro a setembro de 2026, o Caged mostra uma queda acumulada de 27,9% nas vagas formais. Analisando os setores de atividade, quatro dos cinco segmentos pesquisados conseguiram criar novos empregos em setembro, exceto a agropecuária, que demitiu mais do que contratou. Historicamente, setembro é um mês difícil para esse setor devido ao início do plantio. Em contrapartida, o setor industrial se destaca, preparando-se para a produção voltada ao Natal. No setor de serviços, as atividades administrativas e serviços complementares abriram 18,3 mil postos formais, seguidas pela saúde e serviços sociais, com 15,4 mil novas oportunidades. Na indústria, os serviços especializados para a fabricação de produtos alimentícios geraram 17 mil novas contratações. O comércio, por sua vez, destacou-se com 9,43 mil novas vagas no varejo. Na construção civil, as obras de infraestrutura e serviços especializados contribuíram significativamente. Em termos regionais, todas as cinco regiões do Brasil registraram abertura de novas vagas formais em setembro, com 26 unidades da Federação apresentando saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul teve um saldo negativo, com 2,9 mil demissões a mais do que contratações. São Paulo, Pernambuco e Alagoas foram os estados que mais contribuíram para a criação de empregos, enquanto Acre, Goiás e Maranhão apresentaram os menores saldos.