Bolsas europeias sobem com recuperação tecnológica e queda do petróleo
As bolsas da Europa apresentam alta impulsionadas pela recuperação do setor tecnológico e pela queda nos preços do petróleo, refletindo um apetite renovado ao risco.
02/11/2026, 13h57 Atualizado em 02/11/2026, 13h58
As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, refletindo uma melhora no apetite ao risco em todo o mundo. O que se observa é um alívio nos preços do petróleo, impulsionado por sinais de que as tensões no Oriente Médio estão diminuindo. Além disso, o recuo nas taxas dos títulos soberanos na Europa e a recuperação do setor de tecnologia, que havia enfrentado uma forte correção na semana passada, também ajudaram a elevar os índices durante o pregão.
O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o dia com uma alta de 0,45%, alcançando 649,65 pontos. O Dax de Frankfurt subiu 0,63%, marcando 25.981,09; o FTSE 100 avançou 0,29%, chegando a 10.761,33; enquanto o Cac 40 de Paris teve um expressivo crescimento de 0,98%, atingindo 8.047,69.
Dentro do Stoxx, o setor de tecnologia registrou um aumento de 0,51%. Isso acontece após os resultados das grandes empresas de tecnologia não terem correspondido às expectativas, o que gerou uma venda maciça no segmento na semana anterior. Outros setores importantes do mercado europeu também se destacaram com ganhos significativos, como o bancário, que cresceu 1,12%, e o de mineração, que avançou 1,80%.
Por outro lado, o petróleo está em forte queda nesta sessão, devolvendo boa parte do ganho obtido na semana passada. Isso ocorreu em meio a temores de uma escalada militar na região do Golfo após as eleições de meio mandato nos Estados Unidos, que levaram o Brent, referência global, a atingir seu maior preço desde maio. O presidente americano, Donald Trump, declarou que pretende dar mais tempo para as negociações, o que acabou reduzindo o prêmio de risco do barril.
Além disso, a queda nos preços do petróleo também influenciou a diminuição dos rendimentos dos títulos públicos europeus, que tinham subido na semana passada. No entanto, o sentimento entre os investidores continua sendo frágil, especialmente devido a preocupações sobre a situação fiscal da França e a possibilidade de novas altas nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).
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