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Bolsas europeias sobem com queda do petróleo e juros em 6/10
Os índices europeus reagem positivamente à queda dos preços do petróleo e à redução dos juros, mas cautela persiste entre investidores.
Reprodução Redes Sociais
Os principais índices de ações da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, recuperando um pouco das perdas recentes. Essa recuperação foi impulsionada por uma diminuição nos rendimentos dos títulos de dívida pública e por uma queda nos preços do petróleo. No entanto, é importante ressaltar que os investidores continuam cautelosos, especialmente em relação ao cenário fiscal na França e à instabilidade no Oriente Médio.
No fechamento do dia, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrou uma alta de 0,47%, atingindo 636,62 pontos.
Já o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,42%, alcançando 10.541,69 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve um ganho de 0,77%, fechando em 25.449,19 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, valorizou-se em 0,40%, atingindo 7.865,07 pontos.
Por outro lado, os preços do petróleo apresentaram uma queda nesta terça-feira, o que acabou contribuindo para um alívio nos rendimentos dos títulos de dívida e no mercado acionário. Esse movimento vem em resposta a sinais de recuperação nos fluxos de exportação no Golfo Pérsico, especialmente com a reabertura do oleoduto Leste-Oeste pela Arábia Saudita. Mesmo com a incerteza ainda predominando na região, o contrato mais líquido do Brent estava sendo negociado a US$ 99,25 próximo ao fechamento do mercado europeu, com uma queda de 1,06% em relação ao ajuste anterior.
No que diz respeito ao mercado de títulos de dívida, houve uma pausa nesta terça-feira, embora os investidores continuem preocupados com a situação fiscal na França. Mohit Kumar, economista-chefe para a Europa do Jefferies, comenta que não acredita que estejamos diante de uma crise soberana.
O que realmente preocupa, segundo ele, é uma possível paralisação dos compradores. Kumar acredita que investidores de longo prazo ainda não devem se sentir à vontade para adquirir títulos da dívida francesa, conhecidos como OATs, até que haja um cenário mais claro. "Investidores asiáticos, que costumam apoiar os títulos franceses, provavelmente não se sentirão incentivados a entrar, devido aos riscos associados a uma possível redução na nota de crédito, às discussões orçamentárias e às eleições que se aproximam no próximo ano", conclui ele.
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Entre os destaques do Stoxx 600, boa parte dos setores terminou o dia no positivo, como tecnologia (+0,67%), mineração (+2,86%), bancos (+0,59%) e automóveis (+1,46%). As bolsas europeias também se beneficiaram de um recuo nos contratos do petróleo nesta sexta-feira, após o presidente americano, Donald Trump, dizer que não irá atacar o Irã antes da eleição de meio de mandato nos Estados Unidos e que as negociações estavam sendo produtivas, contribuindo para acalmar parte das tensões geopolíticas.
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Entre os destaques do Stoxx 600, o setor de tecnologia teve uma desvalorização de 1,54%, em linha com as perdas vistas nas bolsas americanas e asiáticas, especialmente nas ações de fabricantes de chips e semicondutores. A ASML teve queda de 4,10%, a STMicroelectronics recuou 3,80%, a Soitec cedeu 5,95% e a Infineon anotou perda de 2,13%.
O segmento de luxo também fechou em queda (-0,74%), contribuindo para pressionar o desempenho das bolsas, após os resultados da LVMH virem abaixo do esperado pelos investidores, por conta da demanda mais fraca na China. As ações da dona da Louis Vuitton fecharam em queda de 0,12%, afastadas das mínimas do dia, assim como as da Dior (-0,19%). A Hermès caiu 1,95% e a Kering, 1,45%.
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Os mercados europeus chegaram a operar em queda, pressionados pela liquidação de posições no setor de tecnologia (-1,54%). O segmento, porém, encerrou longe da mínima intradiária, em linha com a melhora registrada na bolsa de Nova York. Os setores farmacêutico (+2,40%) e de telecomunicação (+1,85%) deram suporte aos índices.
No cenário corporativo, a Ericsson disparou 7,82% após divulgar uma queda menor do que o esperado no lucro do terceiro trimestre. Já a Pernod Ricard ganhou 0,76%, ao registrar uma queda nas vendas para o ano fiscal de 2027 menor do que o estimado.
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Entre os destaques do Stoxx 600, as ações da fabricante de chips Aixtron subiram 6,17% na Alemanha, apesar do estresse global no setor de tecnologia, após a empresa confirmar suas projeções de lucro anuais e divulgar seus resultados do trimestre. Os subíndices de petróleo e gás (+1,23%) e automóveis (+1,55%) ficaram entre os maiores ganhos do dia.
A maior percepção de risco de crédito nas grandes empresas de tecnologia favoreceu um sentimento de aversão a risco nos mercados globais e uma busca por segurança em títulos de dívida governamentais, levando a uma queda nos juros nos últimos dias. "Os rendimentos iniciais elevados oferecem uma proteção atrativa por meio da renda", destacam os estrategistas do UBS GWM em nota, embora eles permaneçam cautelosos quanto aos vencimentos mais longos nas curvas de juros, diante das preocupações fiscais e do aumento das emissões de dívida relacionadas à inteligência artificial.


