Binance Retoma Saques de Criptomoedas Após Ataque Hacker

Corretora reativa saques em três redes após ataque que comprometeu US$ 6 bilhões, priorizando a segurança dos usuários.

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Binance Retoma Saques de Criptomoedas Após Ataque Hacker
Reprodução Redes Sociais

Atualização – 01/11/2026, 12h16
Última atualização – 01/11/2026, 12h17
Hoje, a Binance trouxe uma boa notícia para seus usuários: a corretora anunciou a reativação dos saques de criptomoedas em mais três redes. Essa decisão vem na esteira do ataque hacker, que comprometeu mais de US$ 6 bilhões em ativos. Agora, os usuários podem acessar os ativos ZEC, USDT e GRAM nas redes TON e SUI. Vale lembrar que, anteriormente, a plataforma já havia restabelecido os saques em outras 12 redes, incluindo opções populares como Bitcoin e Ethereum.

A Binance destacou que a liberação de outros ativos e redes será feita de maneira gradual, conforme as verificações de segurança forem concluídas. O ponto aqui é que, mesmo diante do ocorrido, a empresa está priorizando a segurança dos fundos de seus clientes.

“Entendemos a preocupação e o transtorno causados pela suspensão. Restaurar o acesso aos seus fundos é uma prioridade e estamos adotando uma abordagem controlada para fazê-lo com segurança. Continuaremos monitorando de perto a situação à medida que os serviços retornarem em fases”, afirmou a Binance em um comunicado aos clientes.

Para contextualizar, a corretora foi alvo de um ataque no dia 29 de outubro. As investigações revelaram que o roubo, que totalizou impressionantes US$ 6,3 bilhões, pode ter tido início através do laptop de um dos engenheiros da empresa. Infelizmente, esse dispositivo foi comprometido, permitindo que hackers enviassem transações de saque não autorizadas e, em seguida, se apropriassem dos recursos das carteiras dos clientes.

Após essa grave situação, a Binance optou por suspender todas as retiradas e depósitos. No entanto, em um movimento positivo, a corretora já informou ter recuperado cerca de 90% dos valores roubados e se comprometeu a cobrir as perdas utilizando recursos próprios e do seu fundo de proteção aos usuários, conhecido como SAFU.

Além disso, empresas de investigação de blockchain, como TRM Labs e Chainalysis, atribuem o ataque ao grupo de hackers norte-coreano chamado “TraderTraitor”. Recentemente, o FBI também confirmou que a Coreia do Norte está por trás desse roubo.

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